domingo, maio 19, 2013

Papo de bar - anexo 1

Vinícius de Moraes:

...Obedece a um ritmo diverso. Tu és mulher. 
Tu tens seios, lágrimas e pétalas. À tua volta 
O ar se faz aroma. Fora de mim ...

Coisas simples da vida

Ahh que saudade daquele cheiro de café, leite quente, cheiro de sabão em pó no ar e ao fundo a música da rádio com palavras que não conseguia entender... Logo mais vinha aquele cheirinho de carne assada e eu lia o jornal.




Eram assim minhas manhãs de domingo em Santa Catarina. Acordava e ligava o ipad nas rádios do mundo afora, esquentava o leite no micro rapidinho, coava duas gotinhas de café enquanto botava a roupa na máquina com duas gotas de amaciante altamente concentrado. E enquanto lia o jornal, no app da folha, já sentia o cheirinho de carne assada da vizinha entrando por baixo da porta....

sábado, maio 04, 2013

Papo de bar

Dramas femininos sempre envolvem lágrimas. Dramas masculinos envolvem as lágrimas de alguma mulher.

quinta-feira, maio 02, 2013

Quando o cinema está vazio dá pra ver melhor quem vai sozinho. São estes os mais contentes.

sábado, abril 13, 2013

#estrangeira

Passando no raio x do aeroporto, o homem à minha frente fala, com a maior naturalidade, remexendo a mochila : quer que eu mostre a bomba?
Assustada e chocada com tamanha ousadia, vejo que só eu me espantei. Espicho os olhos por cima dos ombros dele e vejo sair da fresta da mochila a bomba, e a cuia...

domingo, abril 07, 2013

Maomé

Neste domingo de sol, quando fui varrer a minha casa senti que a praia tinha vindo até mim.

quarta-feira, março 20, 2013

Vamos de nhoque?

Contados pelo menos 6 meses q as amigas não se viam, se encontraram em meio às rosas brancas e vermelhas da av paulista.
Sentadas à mesa de um café ao ar livre, uma de frente para a outra, começaram a atualizar a linha do tempo. Era como se tivessem se encontrado na saída da missa de domingo.

Uma delas mora em São Paulo, outra em uma cidade pequena, uma fez comunicação social, outra fez engenharia, uma viaja ao exterior como vai rio de janeiro, outra contava de sua primeira viagem à Europa. Uma não arrisca nem um ovo frito, a outra tem até um blog de culinária. Uma acabou de virar vegetariana e a outra, veja só, trabalha em uma empresa de produtos cárneos.
Ainda assim, uma contava sobre o trabalho, analisando dados, informações acuradas, e a outra coincidentemente também.
Uma perguntava como ia aquela enxaqueca, e a outra também.
Uma melhorou muito nos últimos tempos! E a outra também!
Uma delas faz o possível para não faltar nas aulas de ioga, e a outra também.
Uma se policia pra não trabalhar mais que x horas por dia, tem saído sempre tarde, a outra também.
Uma se desdobra no calendário pra ter um tempo com o namorado e a outra também.
Ambas aproveitam ao máximo o trabalho que estão hoje pra aprender, fazem contatos pensando no futuro próximo, não têm visto mais as amigas da antiga, não são consumistas e tentam levar uma vida mais sustentável.
Por fim, uma pediu ao sugo e a outra pediu rosé, mas as duas pediram nhoque.





sexta-feira, março 15, 2013

Salve jorge

E Lancelote viajou no tempo e lutou e dançou com lampião, o Nino, que tinha morrido, evidentemente não morreu. E o simples, breve e gratuito musical agradou. É certo que não estava lotado, mas pelo menos 200 perderam a novela das nove essa noite.



sábado, fevereiro 02, 2013

E é dada a largada!

Dessa vez não comi coxinha nem bebi uma malzebier, mas a sensação é a mesma. Um pequeno esforço pra começar a entrar no clima. Um guia, um mapa... Telefones para emergência anotados em lugares estratégicos.
Ok, i think now i'm ready!



domingo, janeiro 06, 2013

Balancete 2012

E todo os anos chega a hora de fazermos o balanço do ano que passou.
Balanço para mim é tudo aquilo entrou menos aquilo que saiu...

Vamos lá de novo então.

Ganhei um blog, um blog que eu mesma dei pra mim, um livro de receitas que conta mais sobre mim do que o próprio Bubuana. Ganhei um livro digital de receitas vegetarianas do francis que é como um livro de auto ajuda quando bate a vontade de ficar no sofá o final de semana inteiro.
Ganhei um bichinho de estimação que levo para todo lugar:o ipad... Que estranho né? Mas sem ele nao tenho meu blog, meu livro digital, minhas fotos, a música ligada a toda hora.... Ganhei a chance de ouvir novas rádios: eldorado de sp, Mpb fm do rio, a Muda de campinas, a Lumem de Curitiba , Univali de itajaí, folha mpb e a Claro feliz anos 80.
Ainda no mundo digital, ganhei do meu pai uma caixa de som bacana, que enche a casa com som pra me fazer companhia.

Este ano, por sinal, ganhei lindas companhias, ganhei companhia da Dai, que fez a visita com maior rendimento por hora que já vi, ganhei companhia da minha mãe e da tia que toparam farofar na praia nublada no final do dia, ganhei companhia em combo do hu da dai e da Karen, quando ganhamos juntos uma trilha deliciosa, um sol lindo na hora certa e uma história pra contar. Ganhei companhia de pai e mãe até na Marejada e na Ocktober! Ganhei companhia da sogra e da cunhada no final do ano, quando ganhamos uma noite digna de ano novo, com vela, fogos, comida e rolhas de champagne.
Ganhei duas vezes companhia da Bruna em são Paulo, em noites entre um dia de trabalho e outro, e a conclusão que por enquanto tem que ser assim.
Ganhei companhia do Rafa quase todo dia de manhã, ao som de Adele, ou daquela música legalzinha que a Ana me mostrou e que eu esqueci o nome. Ganhei muita companhia na volta do trabalho e que, motorizados, estão me deixando a cada dia...
Mas a companhia sempre mais esperada, mesmo vindo sempre, é tão boa, tão essencial, que parece estar sempre faltando... Ganhei muitos longos dias, longas tardes e noites pra refletir sobre isso, ganhei mais lágrimas que conclusões.
Mas ao mesmo tempo foi nestes dias que ganhei minhas plantinhas, minha samambaia, meus caixotes brancos e quase todas as mil coisas penduradas em minha parede, meu blog de receitas, risotos maravilhosos, filmes alugados, corridas na praia, voltas de bike e, claro, dezenas de horas extras no trabalho.
Ganhei férias!!! E uma viagem inesquecível ao lado do Francis que encheu de responsabilidade as próximas férias pra chegarem pelo menos perto da de 2012. Ganhei Dicas valiosas da Bárbara na visita à Valparaíso, ganhei uma tuna na barraca de frutas, ganhamos um dinner with the best wine ever, ganhamos chuva no deserto e arco-íres na paisagem de pintura do Atacama. Ganhamos o quarto mais legal do hostel só para nosotros e ótimos conhecimento em espanhol...

Nos finais de semana e feriados, ganhei hospedagem no rio de janeiro, jaboticaba no meu quintal em Taiaçu, carona na garupa e torta de maçã em campinas, tarde com cinema em floripa, 17*C na serra de sc, almoço em Gaspar e até fitinha no santuário em Nova trento.


Foi no final do ano que me dei um plano para 2013, pelo menos até o final de fev. Depois disso não sei, mas até aqui parece que a balança comercial ainda anda favorável.












segunda-feira, dezembro 10, 2012

Bullyng

Ela nem tinha dez anos e não suportava mais ir à escola.
Bruxa mirim, taturana, três olhos...Eram tantas as brincadeiras com a verruga preta que carregava ao lado do olho direito, que a simples ida à padaria já era um pesadelo.

Nunca se achou bonita. Nunca se arrumou. Quando terminou a faculdade estudou dois anos e passou no concurso da polícia federal.
5.000 por mês, nada mal. Mas a felicidade ainda estava por vir.
Em alguns meses foi lhe passada a função de atender os pedidos de passaporte. O dia inteiro em contato com o público. Checar documentos, tirar fotos, entregar documentos.
Quis morrer o dia que recebeu a notícia. Lidar com os outros sempre foi, das tarefas, a mais difícil.

A primeira pessoa que ela atendeu, coincidência ou não, tinha manchas enormes no rosto, parecia ter sofrido uma queimadura. Perto dela sua verruga preta passava tão despercebida que o atendimento foi um sucesso. Ana Vitória se sentiu forte, poderosa, bonita. Quando finalizou a horrenda foto que estamparia o passaporte do atendido sentiu um prazer inexplicável, finalmente encontara o trabalho que mudaria sua auto-estima para sempre.

Não dava chance para uma segunda foto "se eu deixar eu fico o dia inteiro aqui tirando foto sua" . E ponto. Ninguém discutia.

O moço alto, loiro, boa pinta e de nariz avantajado foi convidado a inclinar o rosto assim, um pouquinho pra direita....clic!! O perfil que ele tanto temia estampado no passaporte.

A mocinha arrumadinha, de camisa azul com bolinhas, com sorriso bonito que passou no banheiro pra passar um batonzinho teve que tirar os longos brincos dourados e "Fique bem séria". Clic!

O senhor calvo, de sueter cinza, que penteou os fios meticulosamente foi orientado a abaixar a cabeça, aproximar o queixo do pescoço.... Clic!!

Quanto mais feia a foto, maior o prazer.

E disse pra mim, com todas as letras: não importa o quão orelhudo é, tem que colocar o cabelo atrás da orelha. Isso, tira os brincos, fica bem séria, isso...


Clic!!

domingo, novembro 25, 2012

Migrantes modernos

Amanhã é feriado. Do que? Nao importa. Para os migrantes o importante é que é feriado. E é sexta, com certeza emenda.


Uma semana antes todos já têm sua programação. Começam a olhar passagens na internet.
No trabalho parece que vai estar tranquilo, talvez não precisem nem colocar as mãos no computador durante esses três longos dias.

Um dia antes do feriado os migrantes, ansiosos, se acham no direito de sair mais cedo, (no entender deles, sair no horário)

O primeiro migrante se preocupa com a saída pois está de passagem comprada, mochila prontinha e estufada de baixo da mesa do trabalho.
No último minuto termina a tarefa e sai rumo ao mototaxi para enfim chegar na rodoviária. Vai custar cinco reais. Este migrante chegará em casa ainda hoje, é migrante catarinense.

A migrante paulista não viaja neste feriado, mas recebe visitas (paulistas). Precisa de mais um colchão. Passa no supermercado, compra muito pão e queijio.

Agora as dez e cinco sai o migrante paulista, ônibus vai chegar em São Paulo só de manhazinha. Em casa (casa?) só no almoço.

Dez minutos depois, as dez e quinze, sai da mesma rodoviária a migrante mineira, que aprontou a mala, aposto que colocou uns doces caseiros, para conhecer Porto Alegre. Vai ficar na casa da outra migrante, que volta pra ver a família.

O último a sair é o migrante paranaense, que prefere viajar de manhã. Chegará em Curitiba ainda de manhã, vai passear pelo centro, comprar umas coisas (que também vendem em santa catarina, mas que ele prefere comprar lá) e só depois pegar o ônibus pra sua cidade.

Segunda estarão todos sentados na frente do computador, mais felizes do que já são.


"A ilusão do migrante

(...)
Quando vim da minha terra, não vim,
perdi-me no espaço,
na ilusão de ter saído.
(...)"

Drummond



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domingo, outubro 28, 2012

Sábado de sol

Acordei, afundada no colchao. Era cedo. Liguei o radio, eldorado. Me arrumei, shots boné e protetor. Tomei café, açaí com banana granola e chia. Arrumei a bolsa, canga óculos de sol, celular, dinheiro e as chaves. Subi na bike.
Olhava pra direita, praia. Olhava pra frente, mais praia. Olhava pra cima, sol. Olhava pra baixo, buraco... Cuidado!!
Cheguei no morro, desci da bike. Cheguei no meio do morro, parei. Cheguei no topo do morro, agradeci. E desci, na bike.
Olhava pra direita, praia vazia,olhava pra frente, praia mais vazia. Entrei na praia, sentei.
Olhei pro mar, pensei. Profundamente pensei:
O que estou fazendo aqui?
E do meu pensamento, ri.

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domingo, setembro 16, 2012

Aniversário

Essa semana, semana de aniversário, de manhã abri a correspondência.
Apólice do seguro do carro.

Tudo parecia normal até eu resolver trocar a carteirinha antiga pela nova. Tranquilamente abri o plástico do documento do carro, peguei a antiga.

Logo pensei no desperdício de plástico, afinal uma carteirinha exatamente igual, só com a data diferente...

Não, não era só a data, o número da apólice também mudou.

E, derepente, um pensamento profundo, que me acompanhou a semana inteira, me tomou.

Não, não era só a data que estava diferente.



Na minha frente aquilo que ilustrava minha semana, meu aniversário, meus pensamentos talvez.

Foi mais chocante que o aniversário em que achei meu primeiro fio de cabela branco. Pq o fio de cabelo branco eu arranquei. Mas o que fazer com a constatação da agência de seguros?








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segunda-feira, setembro 10, 2012

#Estrangeira

Podia ser o sono, os olhos ainda grudados. Mas a muralha parecia que ia me derrubar com o olhar.
Estava assim a seção de desembarque na rodoviária do tietê. Eram tantos aguardando a chegada de um alguém que mal sobrava espaço para os alguéns dos outros passarem.
Só se via cabeças apontando por detras dos ombros, e olhos atentos. Saindo da escada rolante quase que jah se encontarava fila do bilhete do metrô, 10x maior que o normal.
Pessoas indo de cá prá lá, na perpendicular, na diagonal. Uma mulher passa com uma mala com estampa inusitadada e todos olham.

Estrangeira, eu?? Nao dessa vez!! Eu tinha bilhete único!!



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terça-feira, julho 31, 2012

Ipad em taiaçu

No quintal,
Depois da cerveja cristal,
Do contra filé bem passado,
Do vinagrete,
Da maionese,
Do alface,
Do pão,
Da coca
E da banana assada.

No quintal,
Na sombra
Na cadeira de área
Com o radio na Diário,
Com o vô na rede
Com o pai,
Com o vento,
Com a propaganda no carro de som,
Com os passarinhos
Com internet e com ipad.

Algumas coisas, mas só algumas coisas mudam....


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sábado, julho 07, 2012

#estrangeira



-De onde é sua esposa Saulo?
-de Tijucas.
-de tijucas? - diz com sotaque puxado

E os dois se riem e imitam um sotaque muito, mas muito conhecido...

Eu não entendo nada, prefiro a mesma piada com Piracicaba.

sexta-feira, junho 29, 2012

#estrangeira

Aconteceu no ano passado.

O cartaz de "temos sopa" na frente da lanchonete recebeu um de "temos quentão" ao lado.

Passei no primeiro dia, e chamou a atenção, mas....
Quentão?

Não queria cachaça queria um vinhozinho...

Passei no segundo dia, devagarinho...

Será que não tem mesmo?

Acho que não, esse cartaz com banderinha diz só quentão.

No terceiro dia ao passar de novo na frente,

A vontade era tanta que senti até o cheirinho do vinho quente.

No quarto dia, o cheiro de novo. Entrei pra ve

"Tem vinho quente?" "Vinho o que???"

Ahhhhh que confusão....

O vinho quente aqui no Sul é quentão...

terça-feira, junho 19, 2012

Ainda bem que o heródoto voltou de férias. A novela está difícil.

terça-feira, junho 12, 2012

Não quero te atender no celular

Hoje não quero te atender no celular. Vc me liga hoje a noite a me pergunta se estou com saudades..fica bravo por que não estou animada em conversar.
Mas realmente não me animo em falar como foi minha manhã, gelada, acordando no frio sem ninguém pra cutucar, acordar e preparar um chocolate especial.
Ou falar de como fiquei triste ontem quando o onibus saiu, e eu fui blogar.
Não vou atender...
Também não parece muito animador conversar sobre minha falta de ânimo hoje de manhã pra ir pro trabalho, pensando que dia 29 ainda estah muito, muito longe.
A segunda feira que era para ser animada por que te vi, fica super desanimadora por que ainda falta muito pra te ver de novo.
Ahh como me dá raiva quando vc diz no telefone:"Daqui a pouquinho" ou "já já a gente se vê" . Como assim?? Diz mais isso não amor..
Nao quero atender....
Não quero te atender no celular por que as vezes não quero conversar, só quero ficar em silêncio do teu lado e no celular os silêncios não fazem o mesmo sentido.
Como vou saber o quanto seu dia foi bom se nao puder contar o número de sorrisos que vc solta enquanto conversa? Como vou descobrir exatamente o que te icomodou durante o dia sem analisar cada careta e cada suspiro enquanto fala?
Como vou saber se comeu bem se nao sei quantos sanduiches de atum estah comendo antes de dormir? E como vou saber se estah mesmo se agasalhando direitinho se não posso pegar sua mão pra ver se está fria?
Não, não, não vou atender.
Vc pode me contar muita coisa coisa pelo telefone, e pode até dizer que me ama. Mas só seu beijo me quantifica, qualifica.

Só. O cafuné de verdade me faz dormir, me faz cia até apagar.
Só. O seu sorriso ironico ao vivo me deixa bravinha e faz discutir besteirices.
Só. O seu olhar frente a frente me faz querer sorrir um sorriso bem bonito.
Só. O seu ombro me dá vontade de contar aquele detalhe que nao tem importância mas é o fato mais importante do dia.
Só. Vc aqui me faz ter vontade de comer saudável, de deixar a casa arrumada, de lavar a louça.
Nao quero atender, só hoje tah? Deixa eu me acostumar de novo.
Nao vou ligar e nao vou atender. Nao quero parar o que estou fazendo para atender o telefone. Não quero ter que parar meu dia pra vc. Quero vc em 100% do meu dia.



ok, vale a pena.... Feliz dia dos namorados

domingo, junho 10, 2012

Viação catarinense

Quando chega no final do domingo penso em tudo que ainda vou fazer. Passar roupa, algo pra comer, lavar a louça, resolver a pendencia do carro na internet.. Noossa! Quanto tempo ainda tenho!
Mas quando o ônibus da catarinense vai, ahhhh daí só quero o sofá, a tv e o blog.

sábado, maio 26, 2012

Chile - Ele e ela rumo ao destino principal

- Acho que está trovejando..
-Não é trovejando, é relampeando. E deve ser a luz dos carros na estrada .
Ela aceitou a explicação e continuou a olhar para a janela do ônibus, onde mais via seu reflexo do que alguma paisagem na escuridão.
Na TV passava uma coletânia dos maiores sucessos de canções de amor em espanhol, que incluia uma dúzia de de canções do Alexandre Pires, o que a impressionou.
O ônibus não parecia que estava rodando ha 24 horas, não fedia a banheiro, não tinha o ar abafado, não havia lixo e ha pouco uma nova leva de passageiros havia entrado, cheia de juventude.
Mesmo assim a vontade de chegar era grande, a coletânia de sucessos de amor parecia não ter fim.
-Acho que é relâmpago sim- disse ele
Foi quando começou o barulho de chuva no teto e as gotas no vidro da janela, finas e ralas.

15 minutos ele e ela pisaram na terra molhada, na terra molhada do deserto...
Quando coloco o amaciante concentrado na máquina me sinto uma cientista trabalhando com um líquido corrosivo muito perigoso.

#estrangeira

"Esse ano demorou para esfriar né?"
"Acho que o ano que mais choveu foi 2008 né?"
"Essa rua alaga?"

Ruim sentimento de as vezes não conseguir discutir o tempo.

sexta-feira, maio 25, 2012

#estrangeira

Essa semana peguei longos 7 minutos de trânsito em Itajaí.
Aproveitei para voltar ao antigo habito de identificar personagens nos carros.

Havia um carro com uma moça muito distraída. Dessa forma nunca havia visto no trânsito de São Paulo.
Ela não se maquiava, não falava ao telefone, não ajustava o GPS, não brigava com o namorado no  banco do lado, não xingava o trânsito, pelo contrário, parecia muito tranquila:  dirigindo e tomando seu chimarrão.


sábado, maio 19, 2012

Esse episódio não me trouxe só uma lagriminha...


Quando vi pude praticamente remontar o roteiro substituindo  Kevin Arnold por mim.



Qual era a hora certa para se livrar das bonecas, dos ursinhos?

Teve um dia que fui trocar papel de carta na casa na Mariana, e nunca a troca foi tão rentável. Sentamos na cama dela com nossas pastas, discutimos, discutimos...
Foi quando chegou Juliana, irmã mais velha... com suas DUAS pastas de papel de carta, decidida a transformar somente em UMA....para ela o vontade de papel de carta já cabia na metade do espaço.

UAU!! nossa coleção aumentou numa velocidade nunca vista antes!!

Meu irmão deu a sorte grande quando o vizinho do lado decidiu sair do mundo da fantasia para entrar no mundo do rock. Ganhou um campo de batalha dos comandos em ação com montanhas, lagos, torre de vigilância e muitos outros apetrechos que deixariam qualquer menino indignado com o desapego do vizinho.

Só que eu mesma lembro quando o Caio enfim chegou no dia de se livrar daquele "trambolho", que estava esquecido no fundo do armário. Pediu para que eu brincasse pela última vez com ele de comandos em ação, pra despedir...

Despedir??

Quem inventou essa de se despedir de brinquedo Maria Luiza?

Da minha boneca querida, a Bruna, não me despedi nunca. Tá lá ainda. Mas me despedi das outras e das roupinhas... do cobertor... Uma vez sentei com a Mariana na casa nova dela, no corredorzinho entre a cama e a parede pra me despedir de umas roupinhas, bonecas.. não lembro direito.
Podia fazer meses que eu não brincava de boneca, mas tinha que ter a despedida, igual essa do Kevin Arnold,
 que desse aquele gostinho,
 que deixasse na dúvida se estava na hora de deixar a brincadeira para trás.


* Lagriminha...
* Músiquinha...


What would you think if I sang out of tune?
Would you stand up and walk out on me?
Lend me your ears and I'll sing you a song,
And I'll try not to sing out of key.
Oh, I get by with a little help from my friends,
Mm, I get high with a little help from my friends,
Mm, Gonna try with a little help from my friends


FIM do episódio.






Revendo anos incríveis:

estou no episódio 18
são 23 minutos cada episódio
começa com uma história bonitinha
aí vem a parte que você fica ansioso por que alguma coisa vai acontecer
aí vc acha que no final vai dar tudo certo
aí vc acha que não, que não vai dar tudo certo
aí vc acha que vai dar tudo certo mesmo tudo dando errado
aí vc transita entre essas últimas tres fases

aí, independente do que acontece, escorre uma lágrima do meu olho direito e ouço a musiquinha do final.

Que venha a décima nona lagriminha.


segunda-feira, maio 14, 2012

Novela

Foi só o Heródoto sair de férias que comecei a ver a novela das oito/nove.

terça-feira, maio 08, 2012

Guia

Me acho uma ótima guia, conheço tudo sobre a gastronomia catarinense:

Banana branca
Linguiça Blumenal
Chucrute
Mostarda Hemer
Pepino em conserva
Peixe grelhado na beira da praia
Churros na praia
Chimarrão na praia
Cerveja Opa de Joinvile
Chop Eisenbah

Tudo isso em um pacote de dois dias e uma noite. Interessados contatar.




quarta-feira, maio 02, 2012

Os pesquisadores brasileiros Annize e Momesso foram receberam ontem o nobel já esperado por sua famosa invenção.
Os brasileiros foram os precursores nas pesquisas sobre geração de energia eterna através de ímãs.
"Parece que foi ontem que publicamos nosso primeiro artigo" diz Anize, ao ser perguntado sobre a pouca idade.
Os cientistas se conheceram no colégio em sua cidade natal e desde então  não pararam mais de pesquisar. Ele contou à reportagem que chegou a pensar em estudar cinema, mas logo desistiu da idéia. Já Momesso chegou a prestar vestibular para Engenharia de alimentos mas também desistiu "tinhamos a ideia fixa e não desistimos".

terça-feira, maio 01, 2012

Ainda bem que tem batata

Sair pra jantar?
ahhh vamos fazer um caldo...?

tem batata.
Quantas? 4? pode ser 3 grandes e uma pequena? 
Será que dá?

Couve tem na horta.  A gente pega as novinhas.
"Rasgada né?"
"Rafael, você tempera?"
"Quanto de água? até cobrir a batata?"
"Vai bater?"
"O Naim quer com os pedaços"

Suco de laranja. Pega lá na horta?
"ele foi pegar mais!"
"as maduras Rafael, vamo fazer suco com laranja verde?"

Vô faze um arroz...

Tá pronto. Vamô lá Bia?

Eu nas minhas planilhas e na cozinha a multiplicação das batatas.




quarta-feira, abril 25, 2012

Corrida matinal




Dessa vez o celular despertou...
dessa vez eu acordei
dessa vez eu tinha ido dormir cedo
dessa vez não podia deixar de ir


mas dessa vez... só dessa vez, estava chovendo


dessa vez estava bem frio, e o cobertor bem quentinho...
dessa vez  (e todas as outras) ainda estava escuro...
dessa vez eu tava cansada e tinha chegado tarde do trabalho...

mas a culpa é da chuva, sim sim  da chuva
não da hora,
nem do frio
nem do cansaço
da chuva e nada mais.

E para provar pra mim mesma, levantei no frio, me estiquei e fiz um bolo de chocolate com canela.


sábado, abril 21, 2012

O que dizer sobre uma semana com duas sextas feiras:

Na primeira sexta feira, quando chega 17 horas vc não começa a papear, nem pensa em sair mais cedo.
No final da primeira sexta feira vc se deixa sair e beber uma cerveja, mas volta cedo.
Na segunda sexta feira vc acorda   30 minutos mais tarde e se sente privilegiado por poder dormir 1 hr a mais que na primeira sexta feira.
Na segunda sexta feira é "casual day" ao quadrado, então vc vai trabalha de rasteirinha.
No meio da segunda sexta feira vc pensa que é sexta feira!! uhuuu!!
No fim da segunda sexta feira vc pensa que bem que a semana podia ter três sextas feiras.....

Será que uma semana com três sextas feiras tem segunda feira?

que tal?


terça-feira, abril 17, 2012

Não teve jeito, me rendi.

ahhh o consumismo....

eu definitivamente não me considero uma pessoa consumista. Sapatos usados até estragar, poucas roupas -ou melhor, suficientes- quase nada de artigos de perfumaria e reaproveitamento de materiais na decoração da casa.

Faço o possível para comprar só coisas úteis, e normalmente não tenho dificuldade com isso.
Comprei meu computador quando o anterior já estava velhinho.... parando....
Celular só quando outro foi jogado no shut de roupa suja da Braslo.

Mas, apesar disso venho a tempos brigando interiormente com a ideia de  iphones e ipads... essas coisinhas que eu não consegui ainda criar nenhuma lista convincente de utilidade.
Cheguei até, em breves momentos, torcer pro celular dar problema pra ter um motivo concreto... mas nada, ele cai cai cai no chão e continua inteirinho...

Não adianta, não vou tentar explicar por que me rendi, por que não sei. Não faz sentido.
Mas, se ajuda, li em algum lugar que quando o steve jobs popularizou o mouse ninguém entendia a utilidade dele.


domingo, março 18, 2012

Chile - Rodoviaria SC:

"Minha primeira refeição da viagem foi uma Malzebier e uma coxinha. A Malzebier serve como uma mistura de Happy Hour de sexta feira  com uma tentativa de pegar no sono do busão. Já a coxinha, não sei, não tenho idéia de por que comi."

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Reflexão

Sabe aqueles questionamentos que nos voltam à cabeça repetidas vezes? Basta uma  manhã de caminhada para que gaste  minutos e minutos pensando.... observando...
Muitas vezes já sabemos a resposta, mas seguimos pensando se realmente é aquilo mesmo. Temos vontade de compartilhar com alguém a opinião,mas no fundo exitamos por não sabermos se os outros também questionam esse tipo de coisa.
E o pensamento, vai e volta... e eu penso: preciso escrever sobre isso no blog!
Pois é, questões assim sobre o comportamento humano me interessam bastante. Por que será que tal pessoa sente assim, age assado.... motivações, fatores culturais, históricos...
Pois foi assim, novata na cidade litorânea, cheia, bem cheia no verão, em um estado que não conheço os costumes, não pude deixar de me questionar: afinal, na areia, a preferência é de quem caminha na orla da praia ou de quem anda em direção ao mar?

Coisas assim podem levar o mundo ao caos.





sexta-feira, novembro 25, 2011



Ia ser um post,  mas explodiu que nem pipoca e virou um video.

sábado, outubro 29, 2011

Eu sempre achei que gostava de cozinhar para as pessoas.
Pode até ser falta de pessoa para eu cozinhar, mas atualmente eu to achando que gosto é de cozinhar pra mim mesma.
 Daí eu posso errar, mudar de idéia no meio do prato, combinar coisas que não combinam, ousar em um tempero diferente, lamber a colher e é claro, treinar um prato bem legal para quando tiver pessoas para eu cozinhar...


quarta-feira, setembro 21, 2011

Jogar milho pras galinhas, moer o milho e jogar pro pintinhos: pipipipipipi pipipi iipipiii . O colete de lã pra pôr em cima do uniforme da escola, um azul e um branco. A touca de lã feita sob medida para minha boneca. Escolher uma sandália pra ganhar de presente. Escolher um vestido... Um sabonete bem cheiroso e novinho (Francis ou Dove) guardado na gaveta esperando eu chegar. Esperar o pão assar bem do ladinho do forno. Passar ovo em cima do pão. Aguar a horta bem cedinho pra não estragar as folhas. Bater o tomate do liquidificador pra fazer o molho. Enrolar a pamonha e amarrar com barbante. Doce de goiaba em pedaços, doce de goiaba sem pedaços. Um livro de receitas para crianças. Revistas de moda da dec de 50. Um avental branco de babado e bolso em forma de coração. A máquina de costura. As flores. As rosas. A casa de parede rosa.

sexta-feira, agosto 19, 2011

Mas que amor de filha!

E ela resolveu ligar no meio do ônibus, pra todo mundo ouvir:

"Oi pai, bom dia! tudo bem? Feliz dia dos pais viu?"
(disse ela bem rápido e seca)

" tá.. tá tudo bem aqui sim... "
(já mudou de assunto e parecia querer desligar)

"É, tô em Campinas, vou trabalhar hoje..."
(MENTIRA! estava no ônibus indo pra SP!)

"Pai, a Fernanda tá aí?"
(parece que só falou Feliz dia dos pais por que ele que atendeu o telefone)

"Tchau, beijo"
(é.. acho que foi mesmo)

"Oi Fernanda! tudo bem? Você não falou nada né?"
(Nossa! uma cúmplice!)

"Me passa o endereço daí"
(?)

"Não pode falar né? ele tá aí perto... tá bom, eu me viro. Tô chegando!"
(uia! =) )


sábado, julho 16, 2011

Outro dia recebi essa frase:

"Ninguém é tão feio como na identidade, tão bonito como no Orkut, tão feliz quanto no Facebook, tão simpático como no twitter, tão ausente como no Skype, tão ocupado como no MSN e nem tão bom quanto no Currículo."

Realmente nós temos muitas facetas. Qual será a faceta que assumimos no blog? seria o personagem cult? seria aquele poético? ou será que no blog somos o que somos de verdade? (difícil essa última)

Eu, quando leio meu blog fico impressionada comigo mesma, fico imaginando de onde tirei aquele pensamento tão legal, aquela palavra bonita, aquela piada.. parece até que nem sou eu!
Hoje entrei no blog da minha mãe! está incrível! Longe de mim achar que ela não escrevesse bem, pelo contrário, mas fiquei surpresa a cada frase.

Dizem que a gente sempre se supreende com as pessoas, que nunca as conhecemos totalmente. Então não se esqueça: me diga com quem andas, seu RG, facebook, twitter e BLOG, que eu te direi quem és.

domingo, agosto 29, 2010

 Demeu

E ninguém parecia lembrar que a umidade em São Paulo tava quase negativa, que tava sol demais e pode dar câncer de pele ou que é bom ficar na cama até mais tarde no sábado.
Estavam todos lá, a cidade inteira de São Paulo dentro de um parque. Árvores secas sob a grama marrom gritavam a todos que faltava água naquela manhã, mas não adiantava: logo a frente uma árvore transbordando de pata de vaca anulava a mensagem da vizinha.




-A senhora por favor tem horas?
-São 10:15- Respondi
E ele agradeceu e lá ficou. Tal era a tranquilidade que nem se fosse 10 horas da noite se levantava daquele banco.



Nehuma bola, nenhum avião, nenhum catavento sequer esqueceu de ir ao parque aquele dia. A paisagem estava completa.




Não importava o que acontecesse, não havia desculpa que convencesse todo mundo a não aproveitar o dia.

Nem a neve...
 E nem a neblina...

Estavam todos a procura de um piquenique,
de um livro,
de uma corrida,
de uma bicicleta,
de um museu,
de um açaí,
de uma música,

de um desafio...

de si mesmo...

Enfim, de um dia pra chamar Demeu.

quarta-feira, agosto 11, 2010

"Feliz dia da Televisão!"

Hoje, entre um cochilo e outro na hora do almoço pude ouvir do Video Show: "Feliz dia da Televisão!"
Tem a ver com a Santa Clara, padroeira da televisão, que nasceu nesse dia.
Santa Clara por sua vez é a padroeira da TV pois certa noite ela pôde, de dentro do mosteiro, participar de uma sonelidade na igreja como se estivesse presente nos dois lugares ao mesmo tempo.













Uns diriam "Tadinha da da Santa Clara", afinal, já diz o velho ditado: "A TV me deixou burro, muito burro demais"


Enquanto outros diriam: "Santa Clara, Amém!"
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Eu, assisto TV socialmente, com moderação.

sexta-feira, julho 30, 2010

Mistério

Era mais de sete horas da noite. Estava escuro em São Paulo. A rua tinha pouca iluminação.
O semáforo fechou e ela procurava andar o mais devagar possível para não ter que parar nesse semáforo tão suspeito.
E ao mesmo tempo em que brigava com a embreagem para diminuir ainda mais a velocidade, uma coisa a chamou a atenção: um homem parado em frente a um portão.
Não era um portão grande. Era daqueles do tamanho de uma porta que levam à uma longa escada de aceso ao segundo andar, assim como os de consultórios baratos de dentista (fato que a deixou com mais medo).
O homem parecia inquieto, variando o olhar as vezes para o portão as vezes pra rua.
O semáforo continuava vermelho.
Era um homem um pouco acima do peso, com calça clara e cinto marrom.
"será melhor não olhar pra ele ou encarar pra botar medo?" - pensou a medrosa
e o carro quase morrendo de tão devagar, tentava passar ainda mais lentamente pra dar tempo de ver o que o homem estava fazendo.
Não havia mais nenhum pedestre na rua. Cinco carros esperavam o sinal abrir.
O sinal continuava vermelho.
O homem continuava na frente do portão e impaciente no olhar.
E ela pensou: "ok, a bolsa está no chão, o vidro tá fechado e a porta travada"
Foi quando, subitamente, assim que o semáforo ficou verde, a calça cáqui começou a correr, correr, correr...
Ela olhou pra ver se não tinha nenhum ponto de ônibus, nenhum ônibus, táxi... e nada existia.
Ele correu até virar a esquina.
E ela, aliviada suspirou: "NÃO ACREDITO!! um marmanjo desses brincando de tocar campainha e sair correndo..."
Ela foi embora com o carro, mas conseguia imaginar com detalhes a cara daquele homem, logo na esquina, suando e rindo.


quarta-feira, julho 28, 2010

PIPOCA x GENTE

Aprendi esses dias (época de copa) uma técnica para fazer pipoca mais gostosa. Eu, pouco convencida da técnica prefiro chamar de simpatia.
Naquele momento silencioso, nos longos instantes que precedem o iniciar do pipoquear deve se bater na lateral da panela com uma colher. tec tec tec tec tec ....
O ritmo é mais ou menos o ritmo da pipoca estourando
Quando a pipoca realmente começar a nascer deve-se continuar com a colher.. tec tec tec....
Até por fim, acabar o estourar
RESULTADO: Uma pipoca muito mais sonora e saborosa!

A simpatia realmente funciona. É igual a gente:... tec tec tec... Por mais que pareça inútil, se não tiver ninguém ali do lado cansando as mãos de bater na panela ninguém vai lembrar de ver se a pipoca tá queimando.

domingo, julho 18, 2010



Resposta ao monitor da Ciclo faixa do cruzamento da H. Pellegrino com a Santo Amaro

Hoje, quando você atenciosamente perguntou sobre nossa percepção em andar pela primeira vez de bike em São PAulo, e disse pra depois te contar, pensei:
"mas como vou te contar se não vou mais te ver?"
Oras...

Não posso dizer que de bike pude reparar nos comércios, nas flores e nas propagandas mais do que quando estou de carro, por que de carro é tanto trânsito, demora-se tanto a percorrer um quarteirão, que dá tempo e olhar muuuita coisa. Portando, ao contrário do esperado, de bike tudo passou mais rápido!

Por outro lado, nessa condição a gente vê com detalhes as irregularidades do chão. Os buracos e as gotas de asfalto escorrido que nos fazem desviar, parar...
De bike dá pra sentir o clima: o vento frio batendo, o sol fraquinho esquentando...
Pedalando não dá pra fechar o vidro pra abafar o som. Não dá pra se isolar do resto do mundo.
De bicicleta meu mundo é até onde a vista alcança e não até onde os contornos do carro alcançam.

E não seriam essas percepções as mesmas de quando eu andava em Campinas, diariamente, de bicicleta, ou de quando se anda horas a pé?
Sim. Perecem que são as mesmas. Entre São Paulo e Campinas não muda. São PAulo é mais caótica, mais movimentada, mas me perece que as percepções são exatamente as mesmas.

O caminho é que foi inverso: em Campinas era um mundo enorme que se diminuia, e aqui em São Paulo é o mundo pequeno que um dia ou outro se vê grande.

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terça-feira, julho 13, 2010



Por mais simples que possa parecer minha tímida corridinha, ela me fez lembrar o consagrado slogan: JUST DO IT

domingo, julho 11, 2010

Pinacoteca de São Bernardo

Um pouco mal localizado, de carro erramos uma vez, rua escura;
Lugar pra estacionar, segurança;
Prédio bonito - antigo fórum disseram- muito espaço pra pouca coisa que acontecia lá;
Uma esposição de fotos, programação de filme e era sexta a noite e meia dúzia de pessoas no salão;
Sala de projeção com boas poltronas, palco simples sem cortina, som alto mas com eco;
Fime ótimo, Walter Sales, angústia, impotência, inversão;
Discussão sobre o filme, discussão sobre a vida, açaí e conclusões (não necessariamente nessa ordem), ótima companhia.

Feliz revolução de 32.

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quarta-feira, julho 07, 2010

O Paint novo faz coisas incríveis!

ORGULHO DE MIM

Hoje deixei um carro entrar no estacionamento antes de mim.
Pouco?
já era mais de 7 horas da noite
saí antes das 7 da manhã de casa
saí do trabalho com dor de cabeça
estou de TPM
foi mais de uma hora no trânsito de sp
não comi nenhum chocolate hoje
não tomo mais café

Acreditam que eu nem conheço ela e ela veio me agradecer?
Orgulho de mim sim!

terça-feira, julho 06, 2010

LÓGICA

O meu raciocínio é:
Se Brasil perdeu pra Holanda e
se Holanda perde,
portanto o Brasil é muito ruim por que perdeu até da Holanda

Agora,
Se Brasil perdeu pra Holanda e
se Holanda ganha de todo mundo
portanto o Brasil não tá tão ruim assim

Não entendo por que todo mundo ficou triste hoje
Montagem para esse blog em 2003

segunda-feira, julho 05, 2010

O que veio antes: assitir filme na paulista ou escrever no blog?

Iria eu assitir mil filmes na paulista se não tivesse um blog pa comentar? Mas iria eu ter um blog se não fosse na Paulista assitir filmes?

Essa foi a vez do filme australiano, francês inglês "Brilho de uma paixão" (bright star), de nome brega e história comum. Filme de época, regado a poesias traduzidas ao pé da letra e cujo o fim li na própria resenha da programação do cinema (Reserva cultural, cuidado!).

E foi esse filme, com todos esses adjetivos que me fez chorar como nunca tinha chorado em uma sala de cinema. Que molhou meu rosto inteiro, me inchou os olhos e que me deixou com dor de cabeça de segurar os soluços.

E não é brincadeira. Sofri.

Talvez tenha sido a tpm, talvez teha sido pq não tinha ninguém sentado do meu lado (menos vergonha) e talvez até por que sentei bem pertinho da tela e entrei no filme (Tchibummm!).

Template novo

Tão bucólico esse tamplete novo
flores.. flores...
borboleta...

e algo me diz que irei escrever sobre carro,
trânsito,
fumaça,
chão de pedra.

Posso dizer então que estou entrando em forma, por que o template novo é por si só uma poesia.
Passo atrás para dar dois a frente

Não é a primeira vez que concluo que eu era uma pessoa melhor quando escrevia no meu blog.
Quero voltar à sensibilidade escrita.
Quero um dia voltar à ver Bia de hoje.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Pensar em fim nunca é fácil

O último gole de Yakult, o último minuto da prova de instalações, o último dia de uma viagem, o último beijo, o último dia na sua casa.
Poderia essa casa ser uma casa qualquer, uma kit net, um sobrado, um apartamento. Poderia essa casa ser um palácio, ou ao menos poderia essa casa ser uma casa própria. Mas não, essa casa alugada, de cômodos desproporcionais e de pias baixas me fez refletir sobre o fim.
Não bastaria é claro essa casa existir assim crua pra causar qualquer sentimento de perda. Adiciona-se à casa então móveis velhos e descombinando, geladeiras barulhentas e todo tipo de decoração brega que puder imaginar: bolachas de chopp ocupando uma parede inteira, chapéus de 5 formas e cores diferentes pendurados na parede oposta. Leques, espelhinho redondo sobre a porta e Hello Kit, Shreck, porquinhos cor de rosa e canecas sobre as mesas. Pendurados na suntuosa grade da sala um balão da Goodyear, bolinhas de natal e é claro, cortininha de miçangas, de preferência com tsurus misturados às continhas amarelas e roxas. Para não pensarem que fico triste por pouco, não esqueçam dos arquinhos de antena brilhante perdurados na parede com as criativas bolas em alto relevo.
Bastaria essa casa existir assim pra perder eu horas refletindo e chorando sobre o dilema de ir ou ficar?
Não seria tão difícil ir embora se a citada casa não fosse o que é. E a casa é muito além da cozinha gigante. É a alegria das jantas divididas de dia semana, da berinjela e do pão de queijo dos sábados e os brigadeiros de colher de todos os dias...
O aluguel seria somente um aluguel se não tivesse sido tão difícil encontrar essa casa, arrumar todos aqueles documentos e dividir mês a mês todas as contas em comum. Cada móvel da casa não importa por que ele combina ou descombina. Importa por que é nosso, pq colocamos onde queremos, desarrumamos ou até vendemos se quisermos.
E é assim com cada coisa, tudo faz parte de uma construção. Como é que pode a gente sair de um lugar que construímos com tanta dedicação? Sair e deixar lá todas as fotos, as bolachas nas paredes, os sonhos, as bolinhas...
Como será que funciona o relacionamento ideal? Na base da tolerância, diriam alguns, na base da sinceridade, diriam outros. Tudo começou com a tolerância.
E haja tolerância pra abastecer seis pessoas (mulheres!) durante três, quatro anos... Quantas TPM´s foram vencidas! Quase 300!
Foi uma construção de histórias, tempos à toa, semanas de exame, carnavais, festas, filmes, namorados, ex-namorados, fofocas, família de uma, família da outra, bolos de aniversário e tantas outras coisas.

quarta-feira, junho 18, 2008

Internet era um lugar de lazer. Piiiipiripipipi! (barulho do 786 conectando) qual seu hobby?
"navegar na internet"...
Era pra baixar música, falar no bate-papo do UOL, ICQ e até MSN. Baixar música romatiquinha, procurar poesias e frases de efeito.
Lazer na frente do computador hoje só quando a rede aqui de casa dá problema. Aí sim jogo uns joguinhos, ouço música, assisto um filme.
E-mail pra mim é uma caixa de entrada pra afazeres. Impossível entrar e não começar a trabalhar. Até Orkut, quem diria, uso para fins "trabalhísticos".
Lembro com saudades de quando entrar na internet era tão prazeroso, que até neste blog eu escrevia.

domingo, maio 06, 2007

Tenho um diário, daqueles de capinha dura, folhas com desenho em marca d´água, cadeado e cheirinho, que ganhei de amigo secreto da Lia quando eu tinha 8 anos.
OITO ANOS! E escrevi frequentemente nele durante um tempo, até os 10, quando comecei a fazer agenda.
Neste diarinho com cadeado voltei várias vezes, algo como uma vez por ano, na hora da "arrumação das gavetas". Cada vez que o pegava escrevia umas 3 páginas sobre a Bia daquele momento. Tem a Bia de oito, a Bia de dez, a Bia de doze, a Bia vestibulanda, a Bia namorando, a Bia terminando, a Bia na Facu, várias!

Esse blog está seguindo o mesmo caminho do diarinho com cheiro, que de cheirinho não mais nada.

sábado, outubro 21, 2006

Muitas atitudes cotidianas parecem normais. Mas simplismente por que já acostumamos, ou até sem saber, enjoamos dela.
Basta mudar mudar uma coisinha. E já nos tornamos diferentes, estranhos, errados talvez.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Tenho certeza que já escrevi isso alguma vez, mas é que tenho um medo enorme que esse blog suma algum dia.
Que eu esqueça de atualizar ele durante um bom tempo e de repente um dia um computador sem coração destrua toda a sua história.

Ah! e tem um monte de coisa que eu sei que eu já escrevi 1... 2... 3 vezes e sempre acabo pensando de novo.
Sempre penso em escrever que eu só escrevo quando estou meio depre.. pensativa, que a felicidade poucas vezes foi descrita por mim em palavras.
Vem sempre na minha cabeça falar como eu imagino que seria alguma coisa no futuro (eu com 30 anos, mas que na verdade até meus 15 anos era "eu com 20 anos". Nossa! já chegou!).
Ah!! e dá uma vontade de reclamar do programa político aqui no blog! já fiz isso várias vezes.
Escrever sobre comida também é super recorrente. Só que cada vez mais falar sobre comida passa à trabalho de faculdade, e não uma receitinha boba e estranha qualquer.
Nossa! falar de amor então!! batido que nem essa não existe. Mas aí voltamos ao primeiro tópico, que é falar qnd se está triste, e normalmente fala-se de amor and se está desiludido.
Amor, saudade, paixão, amizade, o TEMPO QUE PASSA... São sempre as mesmas coisas!

E mesmo assim, COMPUTADOR SEM CORAÇÃO , por favor, NÃO DESTRUA a história desse blog. Cada repetição tem um sentido especial.

domingo, junho 04, 2006

saudades

O título desse post era pra ser SAUDADES, mas escrito bem grandão.

O conteúdo desse post era pra ser só o título (saudades escrito bem grandão), mas como não tem como escrever o título exatamente como eu queria, ele não fica mais tão autoexplicativo de maneira que não precise de conteúdo.

O final do post na verdade era pra ter três pontinhos. ... mas era pra ser três pontos pesados, daqueles que acalcam o papel. Daqueles que demoraram minutos para serem escritos até o fim, e que fazem mil coisas passarem pela cabeça enquanto aparecem.

é, parece que a tela do computador limita alguns sentimentos. Mas a gente já sabe que essas coisas etrageiras não sabem o significado de certas palavras.

domingo, abril 30, 2006


PAIXÃO


Super manjada a idéia de que não mandamos no nosso coração. Com o amor talvez seja assim, mas com a paixão não sei não...
é olhar(ouvir, sentir) de um jeito diferente, que parte da gente mesmo.
Acabo de me apaixonar de novo.
Adivinha: Chico Buarque.
Me apaixonei assim como outro dia me apaixonei pelo Vinícius.
Hoje foi por conta de uma entrevista enorme na TV. Vários clipes antigos. Me apaixonei por duas idades dele. Uma na qual permacecia um toque moleque, em que parecia muito feliz; e a outra foi ele como é hoje. Até comentei como seria delicioso sentar um dia sem querer do lado dele no avião e passar uma viajem de 30 horas, conversando como converso com o senhor que entrega água.
Partiu de mim reparar no seu olho, na sua concentração linda ao cantar. Dependeu só de mim e não destino.
Ando me apaixonando de mais! Com o Vinícius foi só pela voz! Olhando pra tudo como se eu fosse a mãe delas.
Perigosas todas essas emoções juntas. É que a cada paixão tem uma despaixão. Enquanto depende do jeito que EU olho, as coisas vão como vem.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Balanço anual 2005: o que eu ganhei?

Primeiro ganhei uma vaga na facu, daí consequentemente ganhei muita coisa, que vão bem além dos 3,900Kg a mais!
Derrepente tinha uma "lata" de óleo que só eu uso.
Ganhei uma colega de quarto, coisa que eu nunca tive. Ganhei um bicho de pelúcia da mamãe, outro do namorado, um porta retrato da amiga, um despertador- coisas pra me sentir mais em casa.
Lá pro meio do ano comecei a ganhar meia passagem de ônibus. Ganhei um talão de cheque e um cartão do banco! Ah e do banco também ganhei uma carterinha de estudante, que me fez ganhar meia pizza hut.
No trote ganhei um big mac! e como minha amiga não gostava de big mac ganhei mais um! Também no trote ganhei uma caneta do Star Clean, uma cerveja que não bebi e muita tinta, que foi ralo abaixo.
Tenho certeza que um dia passei na catraca do bandejão e não debitaram meus dois reais, então acho que ganhei uma refeição! Ah ganhei um C.U.!!
Ganhei dois e-mails novos, muitas senhas, uns xerox de livro de minha veterana e uns goles de coca de quem passou por mim com uma lata de coca.
Ganhei ainda algumas aulas de dobradura, que incluíam os papéis. Ganhei uns bilhetinhos bobos na aula, uma dúzia de cartas que vieram pelo correio e muitos e-mails.
Em agosto ganhei uma infecção no dedão do pé direito e assim ganhei uma consulta no CECON, um curativo, antibiótico e um rolo novinho de faixa pra usar em casa.
Ganhei certa vez (mas esse foi pedido) um remédio pra dor de cabeça da colega de casa. De consulta assim ganhei também uma palestra sobre higiene bucal, uma consulta mal feita e um raio x da face.
Da Vivo não ganhei nada o ano inteiro. Muito menos da tefonica, que além de tudo me engoliu um cartão no orelhão.
Mas devo falar das coisas que ganhei, e não das que perdi. Então, ganhei umas notas horríveis! de vez em quando umas boas... mas ganhei um exame, ou melhor, dois!
Na FISPAL ganhei muita comida de graça: de gergelim até risoto!
Ganhei em 2005 muitos coffe breaks. Talvez não tantos, mas muitos pra quem nunca tinha visto um.
No meu aniversário ganhei pouquíssimos scraps, muitos parabéns, três cartões. Um bolo meio branco meio preto... com morango e granulado! E teve o bolo de sempre da minha mãe também! Do meu amigo ganhei o churras, mas não as carnes propriamente, e sim o "fazer", que me parecia o mais complicado.
Ganhei muitas explicações de física e grãos. Ganhei muitos convites para ver as reuniõs do DCE. Outros tantos para o cafea, e assim vai.
Ganhei muitas caronas! Ganhei alguns conselhos. E quando ganhei lágrimas de mais, quase sempre ganhei ombro e ouvidos.
Ganhei tardes lindas, ganhei silêncios dos que fazem bem, mas ganhei também silêncios que silenciam mais ainda. Ganhei uma camisa xadrez, que é quase um abraço pra mim toda vez que faz frio.
Ganhei filas, brinde de análise sensorial, amendoins, reuniões, sim, não, saia, chinelo, biquini, sol, chuva, guarda chuva e no final do ano uma champanhe.
Ganhei olha só tanta coisa! tanta comida! tanta gente! tanta dor de cabeça, tantas saídas!
muito mais que meros quatro quilinhos na cintura!

segunda-feira, janeiro 02, 2006

O dia em que a Globo morreu

Em Campinas 19, em Taiaçu 13, em São Paulo 5. Não importa onde fosse: as grandiosas novelas e jornais globais deram lugar ao chiado ?formigueiro?. Incontáveis os soquinhos do lado direito da TV, as palmadas no controle remoto. Tudo em vão.
Os mais curiosos se atreveram a arrastar o aparelho do móvel, mexer lá trás naquele monte de fio ? Mal contato, certeza. Foram muitos também que desistiram rápido, passearam nos outros canais atrás de outro programa. Na verdade até acharam algo interessante para assistir, mas o que diabos houve com a Globo? Era só entrar o comercial, um clipe mais chato, que voltavam para o tal canal, mexiam de novo, socavam de novo, e nada.
?Tchiiiiiiiiiiiiiiiii? As formigas não saiam dali. Chama-se a mãe, o pai, o tio... Vá lá na rua minha filha, veja com a Dona Ana se na casa dela está assim também. E todo lugar tava. O salão de cabeleireiro, a academia, a padaria. Não se entrava num acordo. Era Tchiii na Globo, alguém mudava de canal, na TV lá em cima, com botões pequeninos e atrofiados que ninguém nunca meche. Muda uma vez muda outra. E até aqueles que nunca nem repararam que havia televisão no lugar já opinavam em qual seria o novo canal. Não se chegava em um consenso , a cada minuto era um baixinho que ia até a tevê, e nas pontas dos pés mudava a tela novamente. Isso quando não chegava um desavisado, que entrava no lugar e punha direto na Globo. E enquanto todos o olhavam, enquanto os cochichos o rodeavam, ele batia, socava, e dava tapinhas. Pronto, mais um.
E a situação começou a preocupar. Ninguém estava tranqüilo, queriam entender, queriam um plantão daqueles da Globo, que interrompesse o chiado com a música tão temerosa e explicasse o que estava acontecendo. As operadoras de Tv a cabo então, telefonavam na emissora para saber alguma notícia e ninguém atendia. E eram tantos os chamados dos usuários que antes de as moças atenderem, os clientes ouviam a gravação que dizia não ser responsabilidade da Cambras, TVA, Net.. E mesmo assim as atendentes não paravam: muita gente querendo o dinheiro de volta, culpando o vizinho que fez gato, e até sugerindo uma explicação.
Idéias não faltavam. No boteco deixaram a TV no mute, ligaram o rádio velho e nas mesas discutiam a tragédia. Para os são paulinos foram os corintianos, para os palmerenses também, mas como o alvo e negro era maioria todo mundo concordou que o problema, certeza, era o Galvão. No salão de beleza então concluíram que era coisa da Adriane Galisteu: inveja, ibope, algum caso mal resolvido.
Se teve missa aquele dia pode ter certeza que virou pauta, até imagino aquelas senhoras mais noveleiras comentando que assim foi melhor, que deve ter sido o papa quem pediu. Mas sei que teve aula, e o papo lá no fundo era algo sobre o Bush, não entendi direito. Parece que teve uma notícia no Jornal da Globo sobre brasileiros presos nos Estados Unidos, acusação de terrorismo, condenação a pena de morte. Algo assim.
E por falar em Jornal da Globo, ouvi falar também que a Ana Paula Padrão tava ouvindo muita picuinha dos globais, que nem chamaram pro amigo secreto.
A verdade ninguém sabia, mas tava anoitecendo, e a movimentação era como se houvesse acabado a força na cidade. Assim como a noite deixaria tudo no breu sem energia elétrica, sem a Globo, e chegando as oito horas da noite, o mundo estaria tão escuro quanto.
E era tanta gente assitindo ao chiado! Até que o SBT preparou uma reportagem especial sobre o acontecido, e pronto: todo mundo fez igual. Em todos os canais só se via falar da Globo. Especialistas soltavam seus palpites, ex-globais relatavam como foi trabalhar lá dentro, choravam ao lembrar das amizades que lá fizeram. O ibope, que nunca havia sido tão grande na Globo, começou a diminuir.
É claro que volta e meia as pessoas passavam rapidinho pra ver se tinha voltado, mas era tanta especulação nos outros canais, que começamos a esquecer. Foi assim que o Brasil sobreviveu sem o Plim Plim das oito horas da noite até a manhã do dia seguinte. Completadas mais de 12 horas de desaparecimento, as despedidas começaram a surgir na RedeTV. Música trágica (Roberto Carlos cantado ao vivo), imagens se sobrepondo, uma multidão nas sedes da emissora, totalmente abandonada, e helicópteros sobrevoando, mostrando ao vivo para todo o país o último adeus. Retrospectivas não paravam, todos os canais eram quase um vídeo show 24 horas. Quem tinha programas gravados em casa lucrou demais.
Isso tudo durou mais ou menos uma semana, até que a Globo ficou somente na memória. A polícia arquivou o caso, o Lula se pronunciou algumas vezes, o Rio de Janeiro nunca esteve tão vazio. Mas tudo ficou ainda mais confuso dias depois. O dia em que o Silvio Santos chorou.

sexta-feira, setembro 30, 2005

**Vergonha**

-bochechas vermelhas
-o olho desvia
-não fala nada
-cutuca a unha
-cabeça baixa
-mão na testa
-respiração rápida
-muda de assunto, ou melhor, de site

é assim que me sinto quanto entro no meu blog
não por me expor, mas não saber fazer isso.

-tcs

sexta-feira, agosto 12, 2005

Sensorial

Fiz análise sensorial de achocolatada em pó, agorinha mesmo.
Sabe por que que tava tão gostoso? Por que era docinho mas o gosto final era meio amargo.

Aí penso eu: já que doce é tão bom, por que eu não gosto que esteja doce no fim, pra sempre?

Eu acho que o amargo do fim ressalta o doce do começo, sabe? É bom, que depois da doçura eu perceba que as coisas continuam de verdade, é bom que não não enjoo nem do doce nem do amargo.
O amargo, nessas horas, não é amargo, não é ruim, nem é doce, o importante é não seja sempre igual.

terça-feira, julho 12, 2005

Sobre o que eu penso agora que a prova de QG passou

Férias com um sentido diferente.
Três semanas com um sentido diferente.
O pão com manteiga de daqui a pouco com um sentido diferente.

Não sei o que esperar das três semanas, mas com a fome que eu tô, do pão com manteiga já to esperando um monte.

terça-feira, julho 05, 2005

Sobre o que pode virar a imaginação quando sua colega de quarto está de férias e você, sozinha.

Tenho um despertador, azulzinho, que quando está de "barriga" pra cima, faz o barulho de tic tac mais alto.
Já me icomodo com o tic tic tic tic normal.
É como se tivesse alguém fazendo pressão nas coisas que eu faço. Se tô estudando o tictiacticatic rapidinho fala pra mim "vai! vai logo!!! tá acabando o tempo!!! ictic tic". E aí quando a cabeça tá no travesseiro ajudar a anunciar que o tempo tá passando.. eu to acordada.

Quando ele vira de barriga pra cima então, tenho certeza que é só pra chamar a atenção. Me confundo inteira porque não são todos os tics em voz alta. Asim: TIC tic TIC tic TIC tic tic TIC TIC. É inconstante, não sei se já passou 20 ou 40 segundos. Uma ou duas horas... só ajuda a confundir.
Aí, me levanto... vou até ele... ponho na posição correta e volto.

tic tic tic tic tic tic tic tic tic TIC tic tic tic TIC TIC TIC.

SIm!!!! Ele já deitou de novo.
É um complô junto com a mesinha. Já contei da mesinha??

Tenho uma mesinha, preta, que na verdade é uma caixa de plástico virada de lado.
Ela tem um monte de dobrinha em cima. que não deixa am coisas pararem de pé...
Fica lá balançando, discretamente... rebolando como se ninguéééém tivesse vendo.

Tenho uns porta retratos, de papel, que eu mesma fiz. E também não param quietos!!
É isso: a mesinha tem o reloginho e os porta retratos nas mãos dela.... Faz deles o que bem entende.

Aliás, não sou eu quem tenho todas essas coisas... acho que são elas que me têm.

segunda-feira, junho 06, 2005

Quero escrever sobre uma palavra que começa com R .

raio.
raio?
não..
ruminate,
não ruminate também não.


risada!
sim! essa é uma boa palavra que começa com R.
O que vc pode deprender de uma pessoa somente por ouvir sua risada?
Eu acho que muita coisa.
Primeiro se ela e tímida ou não né? muito óbvio. Outra coisa é a se é das mais sérias, que não ri com muita facilidade, ou se por acaso ri de qualquer coisa.
Pode ser também aquela pessoa que quer aparecer, ou uma que tem vergonha dos dentes.
iamagine, logo de cara descobrir que ela tem um bafão!

Eu acho que um momento de risada é quase como um de raiva, ou choro, sabe? aqueles em que não temos muito controle sobre nossas atitudes, e deixamos escapar nossas características mais sinceras.
escapole um comentário, uma opinião, um preconceito, um sentimento.

*
Não sei o que dizer sobre minhas risadas. Se já acho estranho ouvir a minha voz em fitas e videos, imagine me deparar com com um "hahaha" agudo e feio. Credo!

Mas pensando muito bem, cada hora tem seu riso diferente.
não é sempre igual.

Será então que cada hora somos um diferente?

não ria... não ria de meus devaneios.
ou melhor, me diga como ri que eu te direi quem és.

domingo, maio 08, 2005

eine, zwei, drei, vier, fünf ...

Não comentei ainda que estou fazendo aula de alemão?
ah faz uns dois meses, ou menos, e já sei contar até cem! - naum fluentemente, desculpe.

Não sei até quando pretendo estudar essa língua, já começo a achar difícil!
Mas independentemente da duração que terá esse meu curso, acho legal aprender alguma coisa, nem que seja pra ter base de dizer: "alemão é impossível!!"
E ainda imaginar todas aquelas palavras grudadas sendo ditas na velocidade normal! arranhando a garganta, com voz forte, mandona!
Não vejo coisas sensíveis sendo ditas em alemão, ainda me soa como algo autoritário.
Será que no fundo o que eu quero é ser mandona e dominar o mundo ??
Hum....
Acho que não,
não faria sentido publicar isso num blog.

domingo, maio 01, 2005

Um... dois.... tres... quatrcincoseis!dez!vintecem! mil.

Sexta a tarde.
num intervalo de dez minutos resolvo voltar naquele momento pra casa. Quanto mais cedo melhor, corrida, mala, umas duas ou tres roupas, óculos, "mãe, to indo", carro.
E o trânsito não colabora- agradeço mil vezes por naum ver isso todo dia - quero chegar, simplismente quero ver logo o ponto da praça brasil, o carro do meu pai me esperando no ponto.
Dez minutos a mais, dez a menos, não faria diferença se se eu naum fizesse questão de sentir que não estou tão longe assim. Chegar meia hora antes é sentir que é tudo mais simples .

E o capítulo seis? Fazer logo! acabar logo com isso pra só pensar no fim de semana. Horas de exercícios pares, folhas puladas, ahh! vamos acabar logo com isso. já é quase seis horas, De SÁBADO!!
E fulano, e fulana, não vão ligar, não vou ligar? E tal filme, e tal peça, Não!
Tudo some durante alguns intantes, sim!, horas que parecem instantes. Nos ombros que me entendem me perco num abraço pela semana inteira. Mas asim tão rápido, tão cedo, já tenho que soltar. pq?? pq?? relógio, celular.. que horas são? tchau!
O domingo começa tarde.
vem enrolado num cobertor,
mas vem velho .
já eh
jah quase foi
já vai acabar
já penso na mochila, no que tenho que imprimir, no que tenho que levar, na hora que vou sair, que vou chegar. Quem sabe até acabo o capítulo seis, lá em campinas.
Sei que não vou.
Vou é tentar acabar meu fim de semana juntando na cabeça tudo que fiz. Parece tão pouco! Queria tanto mais !
Pensando e relembrando minuto a minuto, multiplico cada instante e começo a semana com a ilusória impressão de que passei mais tempo na minha minha cama, na minha cozinha, no meu computador. Com a impressão de que mais gente sentiu minha falta, que fiz pelo menos metade do que queria, e que daqui a uma semana vai ser melhor.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Alguém aí sabe como chama aquele negócio que colocam nos cavalos? Pra tampar o campo de visão dos lados e fazê-lo olhar só pra frente?

Estou acostumada a usar lentes de contato, passar algumas horas com óculos me faz me sentir como se usasse isto que não sei o nome.
Estranho pensar que estou olhando só pra frente. Aliás, só pra minha frente. Como se as coisas que estivessem acontecendo do meu lado, ou até de baixo do meu nariz não importassem.
Caminhando sozinha, egoistamente sozinha. De que vale pensar nos outros enquanto eles nem se quer percebem que também estão com seus campo de visão reduzidos ao umbigo?

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Dá vontade assim de ter milhares de anos pra viver, de ter todo o tempo do mundo, uma vida inteira para curtir cada coisa boa que aparece.
Dá vontade de não errar nunca nunca, só pra não disperdiçar o tempo. De aprender TUDO que for possível com cada pequena conversa, com cada momento, de se tornar como aqueles personagens de filme: os velhos que tudo sabem, que conseguem decifrar os mistérios, descobrir se uma pessoa é boa ou má com um simples olhar.
Quero fazer o melhor de mim, não perder tempo nem paciência com pessoas que não merecem, agradar aquelas que me sinto bem ao ver feliz.
Aprender a meditar, a dançar, a trabalhar, a dirigir.
Comer comidas gostosas, fazê-las. Nadar, correr, andar de bicicleta, andar de onibus, VIAJAR!
Dá vontade de continuar apaixonada, desse jeitinho, pra sempre.

É verdade, pra sempre é realmente muito tempo. Agora, não ligo nem um pouco de passar MUITO TEMPO SENDO FELIZ.

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

quarta-feira, janeiro 19, 2005

Imaginava que ao terminar minha última prova de vestibular hoje a sensação iria ser diferente. Pensei em algo como 20 kg mais leve, vontade de fazer mil e uma coisas além de não fazer nada. O que vi na verdade não me atingiu tanto assim. Sabe aquela música "por favor alguma emoção, qualquer coisa. Qualquer coisa que se sinta..." nem desespero, nem alívio, felicidade tristeza, somente o cansaço igual todos os outros dias.
Foi quando, em casa, vi minha escrivaninha assustadoramente cheia de livros, e me deu uma vontade de acordar amanha e empacotar todas essas coisas. Acontece que não posso guardar tudo antes de ter uma resposta positiva, ou seja: continuo sem saber o que vai ser. Continuo sem ter virado o meu ano!!
Ahhh e se quando sair, quando eu souber detalhe por detalhe, eu continuar sem sentir nada?
Que medo de ser agora uma pessoa fria... esse ano passei tão racionalmente, poucas vezes fiquei super feliz ou super triste, e eu PRECISO disso!!
Isso não significa que eu queira que você me maltrate, me faça sentir mal e tudo mais.

Bom., o post tah muito ruim, acho q realmente me faltam sentimentos pra escrever bem.Vou esperar eles chegarem e aí eu continuo.

sexta-feira, janeiro 07, 2005

Ano de dois mil e cinco chegou.
depois dos dois zeros agora colocamos um cinco e não mais um quatro.
falar de dois mil e três agora é falar de um passado muito longe.
por alguns momentos nos confundimos quando dizemos "esse ano
eu..." e "ano que vem eu vou..."

isso que é virar de ano?
ahhhh nem tem tanta graça assim.

sábado, dezembro 11, 2004

Amigos humanos

Ando sofrendo grandes ataques psicológicos dos meus amigos por estar assitindo aulas na sala de exatas.
SIm, sim, eu sei que é apenas uma maneira fácil de me ver nervosa - o que por sua vez se torna engraçado- mas como tenho um blog de alta visitação, um espaço que atinge milhares de pessoas por dia, resolvi expor minha opinião.

Como muitos sabem, eu estou querendo fazer engenharia, e não importa qual ela seja, para os leigos amigos humanos isso significa apenas uma coisa: NÚMEROS. Imagino sim o quanto deve ser cansativo ter que estudar cálculo, física, química, ,muita química e trabalhar sentada atras de uma mesa durante 10 horas diárias. Mas no fundo, isso me parece interessante, tenho curiosidade, muita cuiosidade em saber
como as coisas funcionam, assim como também tenho curosidade em saber
como a mente humana funciona,
como que a história funciona,
como é que as informçãoes chegam até nós, enfim
tudo o que meus amigos humanos estudam também me despertam o interesse.

Por que então eu não sou também uma amiga humana?

Não sei. Simplismete acho que funciono melhor diante de desafios, e coisas exatas são desafios mais concretos do que as viagens e milhares de pontos de vista dos amigos humanos.

Eu sempre fui tão filosófica, sensível, e já fui até poética, acreditem; não vão ser milhões de fórmulas que vão apagar tudo assim.

Amigos humanos!!::: já que eu quero fazer fazer "a parte chata" , melhor pra vocês.

quinta-feira, outubro 21, 2004

Abri hoje o site do blogger decidida a colocar todos os meus pensamentos troleibais do dia, acontece que estou dividida em começar pelo começo ou pelo fim.

O começo se refere à observação das coisas pela janela, e o fim à uma conclusão pessimistas de como encaramos a vida.
Bom, que tal contar o fim e depois começar? À moda Diego não é mesmo?

Concluí que encaramos a vida apenas matando o tempo e esperando ela passar.

Talvez você já tenha nesse momento relacionado o começo e o fim, achado que entendeu o que eu quis dizer e desistido de ler o resto do meu texto, o qual promete ser longo. Acontece que meu caminho não foi tão rápido assim, teve algumas etapas de raciocínio que justificarão uma conclusão tão miada.

Imagine que você está em uma casa - uma casa normal, com teto, chão, parede, pinico...- você deve passar o seu dia inteiro lá, e não há tv, nem nada para ler, nem lápis e papel... Ou melhor, você está no ônibus e como eu, vc não consegue fixar os olhos em uma linha sequer... nem dormir... Bom, seja a situação que for, se existir uma janela você provavelmente passará o dia inteiro olhando pra ela.

Claro que eu quis dizer o que tem do lado de lá da janela.

No ônibus pode até haver o interesse em ver como está o dia, o trânsito, se o ponto já chegou, etc. Porém, na sua sala, na sela em que vc está preso há 50 anos, na fila do cartório, ou em qlqr outro lugar mais parado, olhamos pra fora como se olhássemos um quadro em movimento. Os tipos são sempre os mesmos nas mesmas porporções, o clima não varia tanto assim, os vira-latas, a sujeira, a ávore que balança, o esgotinho que corre pela sarjeta... nada muda, é sempre a mesma coisa.
Ontem mesmo ganhei um peão, e mesmo já tendo visto ele rodar tchenti vezes, continuo achando um máximo ver ele rodando... rodando... rodando...

Olhamos para fora da janela como se assistíssemos à televisão; o movimento das coisas nos faz perceber que o tempo corre, que o mundo gira. Olhamos pra ver o tempo passar.
Se fosse um quadro ou uma fotografia não despertaria tanto interesse, mas basta um filete de água escorrendo, um semáforo abrindo e fechando, mil carros passando pra mudar a perspectiva.

"Sentar na varanda pra ver o tempo passar"

Se tudo adquire mais graça indo de um lado pro outro, não se pode dizer o mesmo daquilo que se move longe das nossas expectatativas. Sempre esperamos saber oq está por vir, assim como quando olhamos para os nossos "quadros", quando olhamos pra nossa vida também esperamos saber exatamente o que vai acontecer.
Por isso não fazemos nada que atrapalhe o ritmo, nada que ameace o andar do nosso tempo ou que exija de nós mais do que somente a vigilância.

De que adianta viver por muito tempo se nos contentamos em passar horas olhando um aquário?


sábado, outubro 02, 2004

OOOOOiii

- OOOOOiiii

éééécooo????

---éééécooooo???

Mas esse tal de blog anda tão vazio de coisas novas... vazio vazio ele nunca vai estar né, tantas coisas jah pensei aqui dentro, mas faz tempo que naum venho prá cá pensar na vida.
Ninguém mais entra aqui, com certeza já desistiram de vir, não encontrar template algum, foto alguma, pensamentos zero.
Bom, é gostoso chegar assim em um lugar meio vazio pra pensar, não que naum goste da presença do outros, mas penso melhor quando estou sozinha. Vou aproveitar enquanto niguém percebe que estou aqui...

OOOlha!! eu pensando escondida!!! shhiiiuuuu!!!!

Então, o v a z i o pode ser legal sabia? Uma folha em branco pode ser até desesperadora, mas eh boa, ou até uma praia sem ninguém pode ser boa. O vazio abre espaço pra coisas novas, dá vontade de encher de coisas, mas só coisas boas, como quando passamos uma redação a limpo: vamos tirando as coisaas ruins e passando só as melhores frases.

Chegar aqui no blog e encontrá-lo assim já fazendo eco dá uma vontade louca de escrever tudo novo, começando pelo começo, começando qnd tudo eh ainda só pra mim.

Que venham as coisas boas!!!!

quarta-feira, agosto 04, 2004

oleriarrirrôooo!!!!!!


andei meio quieta demais por aki naum eh?

Oque sei é que pensei sim em várias coisas dignas de virem pra cá.. mas adivinha se eu lembro neh...
Não ando dando muito valor pras minha conclusões, percebi. Pq será q nem "salvo" mais essas informações? fica tuddo assim no ar...
Ainda estou devendo reflexões sobre filmes... e ateh peça de teatro, que naum passam dos sentimentos, que nem tento colocar em palavras. E se tento desisto assim tão rápido qnt desisto de ... ... .. ... ..... .. . .... ããã (cara de bosta) . .. .... ... ... ... .... ... .. .... .... .... .. de q? AAAAAAAA!! naum desisto assim tão rápido de nada!!!! r