Ia ser um post, mas explodiu que nem pipoca e virou um video.
sábado, outubro 29, 2011
Eu sempre achei que gostava de cozinhar para as pessoas.
Pode até ser falta de pessoa para eu cozinhar, mas atualmente eu to achando que gosto é de cozinhar pra mim mesma.
Daí eu posso errar, mudar de idéia no meio do prato, combinar coisas que não combinam, ousar em um tempero diferente, lamber a colher e é claro, treinar um prato bem legal para quando tiver pessoas para eu cozinhar...
Pode até ser falta de pessoa para eu cozinhar, mas atualmente eu to achando que gosto é de cozinhar pra mim mesma.
Daí eu posso errar, mudar de idéia no meio do prato, combinar coisas que não combinam, ousar em um tempero diferente, lamber a colher e é claro, treinar um prato bem legal para quando tiver pessoas para eu cozinhar...
quarta-feira, setembro 21, 2011
Jogar milho pras galinhas, moer o milho e jogar pro pintinhos: pipipipipipi pipipi iipipiii . O colete de lã pra pôr em cima do uniforme da escola, um azul e um branco. A touca de lã feita sob medida para minha boneca. Escolher uma sandália pra ganhar de presente. Escolher um vestido... Um sabonete bem cheiroso e novinho (Francis ou Dove) guardado na gaveta esperando eu chegar. Esperar o pão assar bem do ladinho do forno. Passar ovo em cima do pão. Aguar a horta bem cedinho pra não estragar as folhas. Bater o tomate do liquidificador pra fazer o molho. Enrolar a pamonha e amarrar com barbante. Doce de goiaba em pedaços, doce de goiaba sem pedaços. Um livro de receitas para crianças. Revistas de moda da dec de 50. Um avental branco de babado e bolso em forma de coração. A máquina de costura. As flores. As rosas. A casa de parede rosa.
sexta-feira, agosto 19, 2011
Mas que amor de filha!
E ela resolveu ligar no meio do ônibus, pra todo mundo ouvir:
"Oi pai, bom dia! tudo bem? Feliz dia dos pais viu?"
(disse ela bem rápido e seca)
" tá.. tá tudo bem aqui sim... "
(já mudou de assunto e parecia querer desligar)
"É, tô em Campinas, vou trabalhar hoje..."
(MENTIRA! estava no ônibus indo pra SP!)
"Pai, a Fernanda tá aí?"
(parece que só falou Feliz dia dos pais por que ele que atendeu o telefone)
"Tchau, beijo"
(é.. acho que foi mesmo)
"Oi Fernanda! tudo bem? Você não falou nada né?"
(Nossa! uma cúmplice!)
"Me passa o endereço daí"
(?)
"Não pode falar né? ele tá aí perto... tá bom, eu me viro. Tô chegando!"
(uia! =) )
E ela resolveu ligar no meio do ônibus, pra todo mundo ouvir:
"Oi pai, bom dia! tudo bem? Feliz dia dos pais viu?"
(disse ela bem rápido e seca)
" tá.. tá tudo bem aqui sim... "
(já mudou de assunto e parecia querer desligar)
"É, tô em Campinas, vou trabalhar hoje..."
(MENTIRA! estava no ônibus indo pra SP!)
"Pai, a Fernanda tá aí?"
(parece que só falou Feliz dia dos pais por que ele que atendeu o telefone)
"Tchau, beijo"
(é.. acho que foi mesmo)
"Oi Fernanda! tudo bem? Você não falou nada né?"
(Nossa! uma cúmplice!)
"Me passa o endereço daí"
(?)
"Não pode falar né? ele tá aí perto... tá bom, eu me viro. Tô chegando!"
(uia! =) )
sábado, julho 16, 2011
Outro dia recebi essa frase:
"Ninguém é tão feio como na identidade, tão bonito como no Orkut, tão feliz quanto no Facebook, tão simpático como no twitter, tão ausente como no Skype, tão ocupado como no MSN e nem tão bom quanto no Currículo."
Realmente nós temos muitas facetas. Qual será a faceta que assumimos no blog? seria o personagem cult? seria aquele poético? ou será que no blog somos o que somos de verdade? (difícil essa última)
Eu, quando leio meu blog fico impressionada comigo mesma, fico imaginando de onde tirei aquele pensamento tão legal, aquela palavra bonita, aquela piada.. parece até que nem sou eu!
Hoje entrei no blog da minha mãe! está incrível! Longe de mim achar que ela não escrevesse bem, pelo contrário, mas fiquei surpresa a cada frase.
Dizem que a gente sempre se supreende com as pessoas, que nunca as conhecemos totalmente. Então não se esqueça: me diga com quem andas, seu RG, facebook, twitter e BLOG, que eu te direi quem és.
"Ninguém é tão feio como na identidade, tão bonito como no Orkut, tão feliz quanto no Facebook, tão simpático como no twitter, tão ausente como no Skype, tão ocupado como no MSN e nem tão bom quanto no Currículo."
Realmente nós temos muitas facetas. Qual será a faceta que assumimos no blog? seria o personagem cult? seria aquele poético? ou será que no blog somos o que somos de verdade? (difícil essa última)
Eu, quando leio meu blog fico impressionada comigo mesma, fico imaginando de onde tirei aquele pensamento tão legal, aquela palavra bonita, aquela piada.. parece até que nem sou eu!
Hoje entrei no blog da minha mãe! está incrível! Longe de mim achar que ela não escrevesse bem, pelo contrário, mas fiquei surpresa a cada frase.
Dizem que a gente sempre se supreende com as pessoas, que nunca as conhecemos totalmente. Então não se esqueça: me diga com quem andas, seu RG, facebook, twitter e BLOG, que eu te direi quem és.
domingo, agosto 29, 2010
Demeu
E ninguém parecia lembrar que a umidade em São Paulo tava quase negativa, que tava sol demais e pode dar câncer de pele ou que é bom ficar na cama até mais tarde no sábado.
Estavam todos lá, a cidade inteira de São Paulo dentro de um parque. Árvores secas sob a grama marrom gritavam a todos que faltava água naquela manhã, mas não adiantava: logo a frente uma árvore transbordando de pata de vaca anulava a mensagem da vizinha.
-A senhora por favor tem horas?
-São 10:15- Respondi
E ele agradeceu e lá ficou. Tal era a tranquilidade que nem se fosse 10 horas da noite se levantava daquele banco.
Nehuma bola, nenhum avião, nenhum catavento sequer esqueceu de ir ao parque aquele dia. A paisagem estava completa.
Não importava o que acontecesse, não havia desculpa que convencesse todo mundo a não aproveitar o dia.
Nem a neve...
E nem a neblina...
Estavam todos a procura de um piquenique,
de um livro,
de uma corrida,
de uma bicicleta,
de um museu,
de um açaí,
de uma música,
de um desafio...
de si mesmo...
Enfim, de um dia pra chamar Demeu.
quarta-feira, agosto 11, 2010
"Feliz dia da Televisão!"
Hoje, entre um cochilo e outro na hora do almoço pude ouvir do Video Show: "Feliz dia da Televisão!"
Tem a ver com a Santa Clara, padroeira da televisão, que nasceu nesse dia.
Santa Clara por sua vez é a padroeira da TV pois certa noite ela pôde, de dentro do mosteiro, participar de uma sonelidade na igreja como se estivesse presente nos dois lugares ao mesmo tempo.

Uns diriam "Tadinha da da Santa Clara", afinal, já diz o velho ditado: "A TV me deixou burro, muito burro demais"
Enquanto outros diriam: "Santa Clara, Amém!"
.
.
.
.
.
.
.
Eu, assisto TV socialmente, com moderação.
Hoje, entre um cochilo e outro na hora do almoço pude ouvir do Video Show: "Feliz dia da Televisão!"
Tem a ver com a Santa Clara, padroeira da televisão, que nasceu nesse dia.
Santa Clara por sua vez é a padroeira da TV pois certa noite ela pôde, de dentro do mosteiro, participar de uma sonelidade na igreja como se estivesse presente nos dois lugares ao mesmo tempo.

Uns diriam "Tadinha da da Santa Clara", afinal, já diz o velho ditado: "A TV me deixou burro, muito burro demais"
Enquanto outros diriam: "Santa Clara, Amém!"
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Eu, assisto TV socialmente, com moderação.
sexta-feira, julho 30, 2010
Mistério
Era mais de sete horas da noite. Estava escuro em São Paulo. A rua tinha pouca iluminação.
O semáforo fechou e ela procurava andar o mais devagar possível para não ter que parar nesse semáforo tão suspeito.
E ao mesmo tempo em que brigava com a embreagem para diminuir ainda mais a velocidade, uma coisa a chamou a atenção: um homem parado em frente a um portão.
Não era um portão grande. Era daqueles do tamanho de uma porta que levam à uma longa escada de aceso ao segundo andar, assim como os de consultórios baratos de dentista (fato que a deixou com mais medo).
O homem parecia inquieto, variando o olhar as vezes para o portão as vezes pra rua.
O semáforo continuava vermelho.
Era um homem um pouco acima do peso, com calça clara e cinto marrom.
"será melhor não olhar pra ele ou encarar pra botar medo?" - pensou a medrosa
e o carro quase morrendo de tão devagar, tentava passar ainda mais lentamente pra dar tempo de ver o que o homem estava fazendo.
Não havia mais nenhum pedestre na rua. Cinco carros esperavam o sinal abrir.
O sinal continuava vermelho.
O homem continuava na frente do portão e impaciente no olhar.
E ela pensou: "ok, a bolsa está no chão, o vidro tá fechado e a porta travada"
Foi quando, subitamente, assim que o semáforo ficou verde, a calça cáqui começou a correr, correr, correr...
Ela olhou pra ver se não tinha nenhum ponto de ônibus, nenhum ônibus, táxi... e nada existia.
Ele correu até virar a esquina.
E ela, aliviada suspirou: "NÃO ACREDITO!! um marmanjo desses brincando de tocar campainha e sair correndo..."
Ela foi embora com o carro, mas conseguia imaginar com detalhes a cara daquele homem, logo na esquina, suando e rindo.
Era mais de sete horas da noite. Estava escuro em São Paulo. A rua tinha pouca iluminação.
O semáforo fechou e ela procurava andar o mais devagar possível para não ter que parar nesse semáforo tão suspeito.
E ao mesmo tempo em que brigava com a embreagem para diminuir ainda mais a velocidade, uma coisa a chamou a atenção: um homem parado em frente a um portão.
Não era um portão grande. Era daqueles do tamanho de uma porta que levam à uma longa escada de aceso ao segundo andar, assim como os de consultórios baratos de dentista (fato que a deixou com mais medo).
O homem parecia inquieto, variando o olhar as vezes para o portão as vezes pra rua.
O semáforo continuava vermelho.
Era um homem um pouco acima do peso, com calça clara e cinto marrom.
"será melhor não olhar pra ele ou encarar pra botar medo?" - pensou a medrosa
e o carro quase morrendo de tão devagar, tentava passar ainda mais lentamente pra dar tempo de ver o que o homem estava fazendo.
Não havia mais nenhum pedestre na rua. Cinco carros esperavam o sinal abrir.
O sinal continuava vermelho.
O homem continuava na frente do portão e impaciente no olhar.
E ela pensou: "ok, a bolsa está no chão, o vidro tá fechado e a porta travada"
Foi quando, subitamente, assim que o semáforo ficou verde, a calça cáqui começou a correr, correr, correr...
Ela olhou pra ver se não tinha nenhum ponto de ônibus, nenhum ônibus, táxi... e nada existia.
Ele correu até virar a esquina.
E ela, aliviada suspirou: "NÃO ACREDITO!! um marmanjo desses brincando de tocar campainha e sair correndo..."
Ela foi embora com o carro, mas conseguia imaginar com detalhes a cara daquele homem, logo na esquina, suando e rindo.
quarta-feira, julho 28, 2010
PIPOCA x GENTE
Aprendi esses dias (época de copa) uma técnica para fazer pipoca mais gostosa. Eu, pouco convencida da técnica prefiro chamar de simpatia.
Naquele momento silencioso, nos longos instantes que precedem o iniciar do pipoquear deve se bater na lateral da panela com uma colher. tec tec tec tec tec ....
O ritmo é mais ou menos o ritmo da pipoca estourando
Quando a pipoca realmente começar a nascer deve-se continuar com a colher.. tec tec tec....
Até por fim, acabar o estourar
RESULTADO: Uma pipoca muito mais sonora e saborosa!
A simpatia realmente funciona. É igual a gente:... tec tec tec... Por mais que pareça inútil, se não tiver ninguém ali do lado cansando as mãos de bater na panela ninguém vai lembrar de ver se a pipoca tá queimando.
Aprendi esses dias (época de copa) uma técnica para fazer pipoca mais gostosa. Eu, pouco convencida da técnica prefiro chamar de simpatia.
Naquele momento silencioso, nos longos instantes que precedem o iniciar do pipoquear deve se bater na lateral da panela com uma colher. tec tec tec tec tec ....
O ritmo é mais ou menos o ritmo da pipoca estourando
Quando a pipoca realmente começar a nascer deve-se continuar com a colher.. tec tec tec....
Até por fim, acabar o estourar
RESULTADO: Uma pipoca muito mais sonora e saborosa!
A simpatia realmente funciona. É igual a gente:... tec tec tec... Por mais que pareça inútil, se não tiver ninguém ali do lado cansando as mãos de bater na panela ninguém vai lembrar de ver se a pipoca tá queimando.
domingo, julho 18, 2010
Resposta ao monitor da Ciclo faixa do cruzamento da H. Pellegrino com a Santo Amaro
Hoje, quando você atenciosamente perguntou sobre nossa percepção em andar pela primeira vez de bike em São PAulo, e disse pra depois te contar, pensei:
"mas como vou te contar se não vou mais te ver?"
Oras...
Não posso dizer que de bike pude reparar nos comércios, nas flores e nas propagandas mais do que quando estou de carro, por que de carro é tanto trânsito, demora-se tanto a percorrer um quarteirão, que dá tempo e olhar muuuita coisa. Portando, ao contrário do esperado, de bike tudo passou mais rápido!
Por outro lado, nessa condição a gente vê com detalhes as irregularidades do chão. Os buracos e as gotas de asfalto escorrido que nos fazem desviar, parar...
De bike dá pra sentir o clima: o vento frio batendo, o sol fraquinho esquentando...
Pedalando não dá pra fechar o vidro pra abafar o som. Não dá pra se isolar do resto do mundo.
De bicicleta meu mundo é até onde a vista alcança e não até onde os contornos do carro alcançam.
E não seriam essas percepções as mesmas de quando eu andava em Campinas, diariamente, de bicicleta, ou de quando se anda horas a pé?
Sim. Perecem que são as mesmas. Entre São Paulo e Campinas não muda. São PAulo é mais caótica, mais movimentada, mas me perece que as percepções são exatamente as mesmas.
O caminho é que foi inverso: em Campinas era um mundo enorme que se diminuia, e aqui em São Paulo é o mundo pequeno que um dia ou outro se vê grande.
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terça-feira, julho 13, 2010
domingo, julho 11, 2010
Pinacoteca de São Bernardo
Um pouco mal localizado, de carro erramos uma vez, rua escura;
Lugar pra estacionar, segurança;
Prédio bonito - antigo fórum disseram- muito espaço pra pouca coisa que acontecia lá;
Uma esposição de fotos, programação de filme e era sexta a noite e meia dúzia de pessoas no salão;
Sala de projeção com boas poltronas, palco simples sem cortina, som alto mas com eco;
Fime ótimo, Walter Sales, angústia, impotência, inversão;
Discussão sobre o filme, discussão sobre a vida, açaí e conclusões (não necessariamente nessa ordem), ótima companhia.
Feliz revolução de 32.
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Um pouco mal localizado, de carro erramos uma vez, rua escura;
Lugar pra estacionar, segurança;
Prédio bonito - antigo fórum disseram- muito espaço pra pouca coisa que acontecia lá;
Uma esposição de fotos, programação de filme e era sexta a noite e meia dúzia de pessoas no salão;
Sala de projeção com boas poltronas, palco simples sem cortina, som alto mas com eco;
Fime ótimo, Walter Sales, angústia, impotência, inversão;
Discussão sobre o filme, discussão sobre a vida, açaí e conclusões (não necessariamente nessa ordem), ótima companhia.
Feliz revolução de 32.
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quarta-feira, julho 07, 2010
ORGULHO DE MIM
Hoje deixei um carro entrar no estacionamento antes de mim.
Pouco?
já era mais de 7 horas da noite
saí antes das 7 da manhã de casa
saí do trabalho com dor de cabeça
estou de TPM
foi mais de uma hora no trânsito de sp
não comi nenhum chocolate hoje
não tomo mais café
Acreditam que eu nem conheço ela e ela veio me agradecer?
Orgulho de mim sim!
Hoje deixei um carro entrar no estacionamento antes de mim.
Pouco?
já era mais de 7 horas da noite
saí antes das 7 da manhã de casa
saí do trabalho com dor de cabeça
estou de TPM
foi mais de uma hora no trânsito de sp
não comi nenhum chocolate hoje
não tomo mais café
Acreditam que eu nem conheço ela e ela veio me agradecer?
Orgulho de mim sim!
terça-feira, julho 06, 2010
segunda-feira, julho 05, 2010
O que veio antes: assitir filme na paulista ou escrever no blog?
Iria eu assitir mil filmes na paulista se não tivesse um blog pa comentar? Mas iria eu ter um blog se não fosse na Paulista assitir filmes?
Essa foi a vez do filme australiano, francês inglês "Brilho de uma paixão" (bright star), de nome brega e história comum. Filme de época, regado a poesias traduzidas ao pé da letra e cujo o fim li na própria resenha da programação do cinema (Reserva cultural, cuidado!).
E foi esse filme, com todos esses adjetivos que me fez chorar como nunca tinha chorado em uma sala de cinema. Que molhou meu rosto inteiro, me inchou os olhos e que me deixou com dor de cabeça de segurar os soluços.
E não é brincadeira. Sofri.
Talvez tenha sido a tpm, talvez teha sido pq não tinha ninguém sentado do meu lado (menos vergonha) e talvez até por que sentei bem pertinho da tela e entrei no filme (Tchibummm!).
Iria eu assitir mil filmes na paulista se não tivesse um blog pa comentar? Mas iria eu ter um blog se não fosse na Paulista assitir filmes?
Essa foi a vez do filme australiano, francês inglês "Brilho de uma paixão" (bright star), de nome brega e história comum. Filme de época, regado a poesias traduzidas ao pé da letra e cujo o fim li na própria resenha da programação do cinema (Reserva cultural, cuidado!).
E foi esse filme, com todos esses adjetivos que me fez chorar como nunca tinha chorado em uma sala de cinema. Que molhou meu rosto inteiro, me inchou os olhos e que me deixou com dor de cabeça de segurar os soluços.
E não é brincadeira. Sofri.
Talvez tenha sido a tpm, talvez teha sido pq não tinha ninguém sentado do meu lado (menos vergonha) e talvez até por que sentei bem pertinho da tela e entrei no filme (Tchibummm!).
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
Pensar em fim nunca é fácil
O último gole de Yakult, o último minuto da prova de instalações, o último dia de uma viagem, o último beijo, o último dia na sua casa.
Poderia essa casa ser uma casa qualquer, uma kit net, um sobrado, um apartamento. Poderia essa casa ser um palácio, ou ao menos poderia essa casa ser uma casa própria. Mas não, essa casa alugada, de cômodos desproporcionais e de pias baixas me fez refletir sobre o fim.
Não bastaria é claro essa casa existir assim crua pra causar qualquer sentimento de perda. Adiciona-se à casa então móveis velhos e descombinando, geladeiras barulhentas e todo tipo de decoração brega que puder imaginar: bolachas de chopp ocupando uma parede inteira, chapéus de 5 formas e cores diferentes pendurados na parede oposta. Leques, espelhinho redondo sobre a porta e Hello Kit, Shreck, porquinhos cor de rosa e canecas sobre as mesas. Pendurados na suntuosa grade da sala um balão da Goodyear, bolinhas de natal e é claro, cortininha de miçangas, de preferência com tsurus misturados às continhas amarelas e roxas. Para não pensarem que fico triste por pouco, não esqueçam dos arquinhos de antena brilhante perdurados na parede com as criativas bolas em alto relevo.
Bastaria essa casa existir assim pra perder eu horas refletindo e chorando sobre o dilema de ir ou ficar?
Não seria tão difícil ir embora se a citada casa não fosse o que é. E a casa é muito além da cozinha gigante. É a alegria das jantas divididas de dia semana, da berinjela e do pão de queijo dos sábados e os brigadeiros de colher de todos os dias...
O aluguel seria somente um aluguel se não tivesse sido tão difícil encontrar essa casa, arrumar todos aqueles documentos e dividir mês a mês todas as contas em comum. Cada móvel da casa não importa por que ele combina ou descombina. Importa por que é nosso, pq colocamos onde queremos, desarrumamos ou até vendemos se quisermos.
E é assim com cada coisa, tudo faz parte de uma construção. Como é que pode a gente sair de um lugar que construímos com tanta dedicação? Sair e deixar lá todas as fotos, as bolachas nas paredes, os sonhos, as bolinhas...
Como será que funciona o relacionamento ideal? Na base da tolerância, diriam alguns, na base da sinceridade, diriam outros. Tudo começou com a tolerância.
E haja tolerância pra abastecer seis pessoas (mulheres!) durante três, quatro anos... Quantas TPM´s foram vencidas! Quase 300!
Foi uma construção de histórias, tempos à toa, semanas de exame, carnavais, festas, filmes, namorados, ex-namorados, fofocas, família de uma, família da outra, bolos de aniversário e tantas outras coisas.
O último gole de Yakult, o último minuto da prova de instalações, o último dia de uma viagem, o último beijo, o último dia na sua casa.
Poderia essa casa ser uma casa qualquer, uma kit net, um sobrado, um apartamento. Poderia essa casa ser um palácio, ou ao menos poderia essa casa ser uma casa própria. Mas não, essa casa alugada, de cômodos desproporcionais e de pias baixas me fez refletir sobre o fim.
Não bastaria é claro essa casa existir assim crua pra causar qualquer sentimento de perda. Adiciona-se à casa então móveis velhos e descombinando, geladeiras barulhentas e todo tipo de decoração brega que puder imaginar: bolachas de chopp ocupando uma parede inteira, chapéus de 5 formas e cores diferentes pendurados na parede oposta. Leques, espelhinho redondo sobre a porta e Hello Kit, Shreck, porquinhos cor de rosa e canecas sobre as mesas. Pendurados na suntuosa grade da sala um balão da Goodyear, bolinhas de natal e é claro, cortininha de miçangas, de preferência com tsurus misturados às continhas amarelas e roxas. Para não pensarem que fico triste por pouco, não esqueçam dos arquinhos de antena brilhante perdurados na parede com as criativas bolas em alto relevo.
Bastaria essa casa existir assim pra perder eu horas refletindo e chorando sobre o dilema de ir ou ficar?
Não seria tão difícil ir embora se a citada casa não fosse o que é. E a casa é muito além da cozinha gigante. É a alegria das jantas divididas de dia semana, da berinjela e do pão de queijo dos sábados e os brigadeiros de colher de todos os dias...
O aluguel seria somente um aluguel se não tivesse sido tão difícil encontrar essa casa, arrumar todos aqueles documentos e dividir mês a mês todas as contas em comum. Cada móvel da casa não importa por que ele combina ou descombina. Importa por que é nosso, pq colocamos onde queremos, desarrumamos ou até vendemos se quisermos.
E é assim com cada coisa, tudo faz parte de uma construção. Como é que pode a gente sair de um lugar que construímos com tanta dedicação? Sair e deixar lá todas as fotos, as bolachas nas paredes, os sonhos, as bolinhas...
Como será que funciona o relacionamento ideal? Na base da tolerância, diriam alguns, na base da sinceridade, diriam outros. Tudo começou com a tolerância.
E haja tolerância pra abastecer seis pessoas (mulheres!) durante três, quatro anos... Quantas TPM´s foram vencidas! Quase 300!
Foi uma construção de histórias, tempos à toa, semanas de exame, carnavais, festas, filmes, namorados, ex-namorados, fofocas, família de uma, família da outra, bolos de aniversário e tantas outras coisas.
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