quarta-feira, junho 18, 2008

Internet era um lugar de lazer. Piiiipiripipipi! (barulho do 786 conectando) qual seu hobby?
"navegar na internet"...
Era pra baixar música, falar no bate-papo do UOL, ICQ e até MSN. Baixar música romatiquinha, procurar poesias e frases de efeito.
Lazer na frente do computador hoje só quando a rede aqui de casa dá problema. Aí sim jogo uns joguinhos, ouço música, assisto um filme.
E-mail pra mim é uma caixa de entrada pra afazeres. Impossível entrar e não começar a trabalhar. Até Orkut, quem diria, uso para fins "trabalhísticos".
Lembro com saudades de quando entrar na internet era tão prazeroso, que até neste blog eu escrevia.

domingo, maio 06, 2007

Tenho um diário, daqueles de capinha dura, folhas com desenho em marca d´água, cadeado e cheirinho, que ganhei de amigo secreto da Lia quando eu tinha 8 anos.
OITO ANOS! E escrevi frequentemente nele durante um tempo, até os 10, quando comecei a fazer agenda.
Neste diarinho com cadeado voltei várias vezes, algo como uma vez por ano, na hora da "arrumação das gavetas". Cada vez que o pegava escrevia umas 3 páginas sobre a Bia daquele momento. Tem a Bia de oito, a Bia de dez, a Bia de doze, a Bia vestibulanda, a Bia namorando, a Bia terminando, a Bia na Facu, várias!

Esse blog está seguindo o mesmo caminho do diarinho com cheiro, que de cheirinho não mais nada.

sábado, outubro 21, 2006

Muitas atitudes cotidianas parecem normais. Mas simplismente por que já acostumamos, ou até sem saber, enjoamos dela.
Basta mudar mudar uma coisinha. E já nos tornamos diferentes, estranhos, errados talvez.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Tenho certeza que já escrevi isso alguma vez, mas é que tenho um medo enorme que esse blog suma algum dia.
Que eu esqueça de atualizar ele durante um bom tempo e de repente um dia um computador sem coração destrua toda a sua história.

Ah! e tem um monte de coisa que eu sei que eu já escrevi 1... 2... 3 vezes e sempre acabo pensando de novo.
Sempre penso em escrever que eu só escrevo quando estou meio depre.. pensativa, que a felicidade poucas vezes foi descrita por mim em palavras.
Vem sempre na minha cabeça falar como eu imagino que seria alguma coisa no futuro (eu com 30 anos, mas que na verdade até meus 15 anos era "eu com 20 anos". Nossa! já chegou!).
Ah!! e dá uma vontade de reclamar do programa político aqui no blog! já fiz isso várias vezes.
Escrever sobre comida também é super recorrente. Só que cada vez mais falar sobre comida passa à trabalho de faculdade, e não uma receitinha boba e estranha qualquer.
Nossa! falar de amor então!! batido que nem essa não existe. Mas aí voltamos ao primeiro tópico, que é falar qnd se está triste, e normalmente fala-se de amor and se está desiludido.
Amor, saudade, paixão, amizade, o TEMPO QUE PASSA... São sempre as mesmas coisas!

E mesmo assim, COMPUTADOR SEM CORAÇÃO , por favor, NÃO DESTRUA a história desse blog. Cada repetição tem um sentido especial.

domingo, junho 04, 2006

saudades

O título desse post era pra ser SAUDADES, mas escrito bem grandão.

O conteúdo desse post era pra ser só o título (saudades escrito bem grandão), mas como não tem como escrever o título exatamente como eu queria, ele não fica mais tão autoexplicativo de maneira que não precise de conteúdo.

O final do post na verdade era pra ter três pontinhos. ... mas era pra ser três pontos pesados, daqueles que acalcam o papel. Daqueles que demoraram minutos para serem escritos até o fim, e que fazem mil coisas passarem pela cabeça enquanto aparecem.

é, parece que a tela do computador limita alguns sentimentos. Mas a gente já sabe que essas coisas etrageiras não sabem o significado de certas palavras.

domingo, abril 30, 2006


PAIXÃO


Super manjada a idéia de que não mandamos no nosso coração. Com o amor talvez seja assim, mas com a paixão não sei não...
é olhar(ouvir, sentir) de um jeito diferente, que parte da gente mesmo.
Acabo de me apaixonar de novo.
Adivinha: Chico Buarque.
Me apaixonei assim como outro dia me apaixonei pelo Vinícius.
Hoje foi por conta de uma entrevista enorme na TV. Vários clipes antigos. Me apaixonei por duas idades dele. Uma na qual permacecia um toque moleque, em que parecia muito feliz; e a outra foi ele como é hoje. Até comentei como seria delicioso sentar um dia sem querer do lado dele no avião e passar uma viajem de 30 horas, conversando como converso com o senhor que entrega água.
Partiu de mim reparar no seu olho, na sua concentração linda ao cantar. Dependeu só de mim e não destino.
Ando me apaixonando de mais! Com o Vinícius foi só pela voz! Olhando pra tudo como se eu fosse a mãe delas.
Perigosas todas essas emoções juntas. É que a cada paixão tem uma despaixão. Enquanto depende do jeito que EU olho, as coisas vão como vem.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Balanço anual 2005: o que eu ganhei?

Primeiro ganhei uma vaga na facu, daí consequentemente ganhei muita coisa, que vão bem além dos 3,900Kg a mais!
Derrepente tinha uma "lata" de óleo que só eu uso.
Ganhei uma colega de quarto, coisa que eu nunca tive. Ganhei um bicho de pelúcia da mamãe, outro do namorado, um porta retrato da amiga, um despertador- coisas pra me sentir mais em casa.
Lá pro meio do ano comecei a ganhar meia passagem de ônibus. Ganhei um talão de cheque e um cartão do banco! Ah e do banco também ganhei uma carterinha de estudante, que me fez ganhar meia pizza hut.
No trote ganhei um big mac! e como minha amiga não gostava de big mac ganhei mais um! Também no trote ganhei uma caneta do Star Clean, uma cerveja que não bebi e muita tinta, que foi ralo abaixo.
Tenho certeza que um dia passei na catraca do bandejão e não debitaram meus dois reais, então acho que ganhei uma refeição! Ah ganhei um C.U.!!
Ganhei dois e-mails novos, muitas senhas, uns xerox de livro de minha veterana e uns goles de coca de quem passou por mim com uma lata de coca.
Ganhei ainda algumas aulas de dobradura, que incluíam os papéis. Ganhei uns bilhetinhos bobos na aula, uma dúzia de cartas que vieram pelo correio e muitos e-mails.
Em agosto ganhei uma infecção no dedão do pé direito e assim ganhei uma consulta no CECON, um curativo, antibiótico e um rolo novinho de faixa pra usar em casa.
Ganhei certa vez (mas esse foi pedido) um remédio pra dor de cabeça da colega de casa. De consulta assim ganhei também uma palestra sobre higiene bucal, uma consulta mal feita e um raio x da face.
Da Vivo não ganhei nada o ano inteiro. Muito menos da tefonica, que além de tudo me engoliu um cartão no orelhão.
Mas devo falar das coisas que ganhei, e não das que perdi. Então, ganhei umas notas horríveis! de vez em quando umas boas... mas ganhei um exame, ou melhor, dois!
Na FISPAL ganhei muita comida de graça: de gergelim até risoto!
Ganhei em 2005 muitos coffe breaks. Talvez não tantos, mas muitos pra quem nunca tinha visto um.
No meu aniversário ganhei pouquíssimos scraps, muitos parabéns, três cartões. Um bolo meio branco meio preto... com morango e granulado! E teve o bolo de sempre da minha mãe também! Do meu amigo ganhei o churras, mas não as carnes propriamente, e sim o "fazer", que me parecia o mais complicado.
Ganhei muitas explicações de física e grãos. Ganhei muitos convites para ver as reuniõs do DCE. Outros tantos para o cafea, e assim vai.
Ganhei muitas caronas! Ganhei alguns conselhos. E quando ganhei lágrimas de mais, quase sempre ganhei ombro e ouvidos.
Ganhei tardes lindas, ganhei silêncios dos que fazem bem, mas ganhei também silêncios que silenciam mais ainda. Ganhei uma camisa xadrez, que é quase um abraço pra mim toda vez que faz frio.
Ganhei filas, brinde de análise sensorial, amendoins, reuniões, sim, não, saia, chinelo, biquini, sol, chuva, guarda chuva e no final do ano uma champanhe.
Ganhei olha só tanta coisa! tanta comida! tanta gente! tanta dor de cabeça, tantas saídas!
muito mais que meros quatro quilinhos na cintura!

segunda-feira, janeiro 02, 2006

O dia em que a Globo morreu

Em Campinas 19, em Taiaçu 13, em São Paulo 5. Não importa onde fosse: as grandiosas novelas e jornais globais deram lugar ao chiado ?formigueiro?. Incontáveis os soquinhos do lado direito da TV, as palmadas no controle remoto. Tudo em vão.
Os mais curiosos se atreveram a arrastar o aparelho do móvel, mexer lá trás naquele monte de fio ? Mal contato, certeza. Foram muitos também que desistiram rápido, passearam nos outros canais atrás de outro programa. Na verdade até acharam algo interessante para assistir, mas o que diabos houve com a Globo? Era só entrar o comercial, um clipe mais chato, que voltavam para o tal canal, mexiam de novo, socavam de novo, e nada.
?Tchiiiiiiiiiiiiiiiii? As formigas não saiam dali. Chama-se a mãe, o pai, o tio... Vá lá na rua minha filha, veja com a Dona Ana se na casa dela está assim também. E todo lugar tava. O salão de cabeleireiro, a academia, a padaria. Não se entrava num acordo. Era Tchiii na Globo, alguém mudava de canal, na TV lá em cima, com botões pequeninos e atrofiados que ninguém nunca meche. Muda uma vez muda outra. E até aqueles que nunca nem repararam que havia televisão no lugar já opinavam em qual seria o novo canal. Não se chegava em um consenso , a cada minuto era um baixinho que ia até a tevê, e nas pontas dos pés mudava a tela novamente. Isso quando não chegava um desavisado, que entrava no lugar e punha direto na Globo. E enquanto todos o olhavam, enquanto os cochichos o rodeavam, ele batia, socava, e dava tapinhas. Pronto, mais um.
E a situação começou a preocupar. Ninguém estava tranqüilo, queriam entender, queriam um plantão daqueles da Globo, que interrompesse o chiado com a música tão temerosa e explicasse o que estava acontecendo. As operadoras de Tv a cabo então, telefonavam na emissora para saber alguma notícia e ninguém atendia. E eram tantos os chamados dos usuários que antes de as moças atenderem, os clientes ouviam a gravação que dizia não ser responsabilidade da Cambras, TVA, Net.. E mesmo assim as atendentes não paravam: muita gente querendo o dinheiro de volta, culpando o vizinho que fez gato, e até sugerindo uma explicação.
Idéias não faltavam. No boteco deixaram a TV no mute, ligaram o rádio velho e nas mesas discutiam a tragédia. Para os são paulinos foram os corintianos, para os palmerenses também, mas como o alvo e negro era maioria todo mundo concordou que o problema, certeza, era o Galvão. No salão de beleza então concluíram que era coisa da Adriane Galisteu: inveja, ibope, algum caso mal resolvido.
Se teve missa aquele dia pode ter certeza que virou pauta, até imagino aquelas senhoras mais noveleiras comentando que assim foi melhor, que deve ter sido o papa quem pediu. Mas sei que teve aula, e o papo lá no fundo era algo sobre o Bush, não entendi direito. Parece que teve uma notícia no Jornal da Globo sobre brasileiros presos nos Estados Unidos, acusação de terrorismo, condenação a pena de morte. Algo assim.
E por falar em Jornal da Globo, ouvi falar também que a Ana Paula Padrão tava ouvindo muita picuinha dos globais, que nem chamaram pro amigo secreto.
A verdade ninguém sabia, mas tava anoitecendo, e a movimentação era como se houvesse acabado a força na cidade. Assim como a noite deixaria tudo no breu sem energia elétrica, sem a Globo, e chegando as oito horas da noite, o mundo estaria tão escuro quanto.
E era tanta gente assitindo ao chiado! Até que o SBT preparou uma reportagem especial sobre o acontecido, e pronto: todo mundo fez igual. Em todos os canais só se via falar da Globo. Especialistas soltavam seus palpites, ex-globais relatavam como foi trabalhar lá dentro, choravam ao lembrar das amizades que lá fizeram. O ibope, que nunca havia sido tão grande na Globo, começou a diminuir.
É claro que volta e meia as pessoas passavam rapidinho pra ver se tinha voltado, mas era tanta especulação nos outros canais, que começamos a esquecer. Foi assim que o Brasil sobreviveu sem o Plim Plim das oito horas da noite até a manhã do dia seguinte. Completadas mais de 12 horas de desaparecimento, as despedidas começaram a surgir na RedeTV. Música trágica (Roberto Carlos cantado ao vivo), imagens se sobrepondo, uma multidão nas sedes da emissora, totalmente abandonada, e helicópteros sobrevoando, mostrando ao vivo para todo o país o último adeus. Retrospectivas não paravam, todos os canais eram quase um vídeo show 24 horas. Quem tinha programas gravados em casa lucrou demais.
Isso tudo durou mais ou menos uma semana, até que a Globo ficou somente na memória. A polícia arquivou o caso, o Lula se pronunciou algumas vezes, o Rio de Janeiro nunca esteve tão vazio. Mas tudo ficou ainda mais confuso dias depois. O dia em que o Silvio Santos chorou.

sexta-feira, setembro 30, 2005

**Vergonha**

-bochechas vermelhas
-o olho desvia
-não fala nada
-cutuca a unha
-cabeça baixa
-mão na testa
-respiração rápida
-muda de assunto, ou melhor, de site

é assim que me sinto quanto entro no meu blog
não por me expor, mas não saber fazer isso.

-tcs

sexta-feira, agosto 12, 2005

Sensorial

Fiz análise sensorial de achocolatada em pó, agorinha mesmo.
Sabe por que que tava tão gostoso? Por que era docinho mas o gosto final era meio amargo.

Aí penso eu: já que doce é tão bom, por que eu não gosto que esteja doce no fim, pra sempre?

Eu acho que o amargo do fim ressalta o doce do começo, sabe? É bom, que depois da doçura eu perceba que as coisas continuam de verdade, é bom que não não enjoo nem do doce nem do amargo.
O amargo, nessas horas, não é amargo, não é ruim, nem é doce, o importante é não seja sempre igual.

terça-feira, julho 12, 2005

Sobre o que eu penso agora que a prova de QG passou

Férias com um sentido diferente.
Três semanas com um sentido diferente.
O pão com manteiga de daqui a pouco com um sentido diferente.

Não sei o que esperar das três semanas, mas com a fome que eu tô, do pão com manteiga já to esperando um monte.

terça-feira, julho 05, 2005

Sobre o que pode virar a imaginação quando sua colega de quarto está de férias e você, sozinha.

Tenho um despertador, azulzinho, que quando está de "barriga" pra cima, faz o barulho de tic tac mais alto.
Já me icomodo com o tic tic tic tic normal.
É como se tivesse alguém fazendo pressão nas coisas que eu faço. Se tô estudando o tictiacticatic rapidinho fala pra mim "vai! vai logo!!! tá acabando o tempo!!! ictic tic". E aí quando a cabeça tá no travesseiro ajudar a anunciar que o tempo tá passando.. eu to acordada.

Quando ele vira de barriga pra cima então, tenho certeza que é só pra chamar a atenção. Me confundo inteira porque não são todos os tics em voz alta. Asim: TIC tic TIC tic TIC tic tic TIC TIC. É inconstante, não sei se já passou 20 ou 40 segundos. Uma ou duas horas... só ajuda a confundir.
Aí, me levanto... vou até ele... ponho na posição correta e volto.

tic tic tic tic tic tic tic tic tic TIC tic tic tic TIC TIC TIC.

SIm!!!! Ele já deitou de novo.
É um complô junto com a mesinha. Já contei da mesinha??

Tenho uma mesinha, preta, que na verdade é uma caixa de plástico virada de lado.
Ela tem um monte de dobrinha em cima. que não deixa am coisas pararem de pé...
Fica lá balançando, discretamente... rebolando como se ninguéééém tivesse vendo.

Tenho uns porta retratos, de papel, que eu mesma fiz. E também não param quietos!!
É isso: a mesinha tem o reloginho e os porta retratos nas mãos dela.... Faz deles o que bem entende.

Aliás, não sou eu quem tenho todas essas coisas... acho que são elas que me têm.

segunda-feira, junho 06, 2005

Quero escrever sobre uma palavra que começa com R .

raio.
raio?
não..
ruminate,
não ruminate também não.


risada!
sim! essa é uma boa palavra que começa com R.
O que vc pode deprender de uma pessoa somente por ouvir sua risada?
Eu acho que muita coisa.
Primeiro se ela e tímida ou não né? muito óbvio. Outra coisa é a se é das mais sérias, que não ri com muita facilidade, ou se por acaso ri de qualquer coisa.
Pode ser também aquela pessoa que quer aparecer, ou uma que tem vergonha dos dentes.
iamagine, logo de cara descobrir que ela tem um bafão!

Eu acho que um momento de risada é quase como um de raiva, ou choro, sabe? aqueles em que não temos muito controle sobre nossas atitudes, e deixamos escapar nossas características mais sinceras.
escapole um comentário, uma opinião, um preconceito, um sentimento.

*
Não sei o que dizer sobre minhas risadas. Se já acho estranho ouvir a minha voz em fitas e videos, imagine me deparar com com um "hahaha" agudo e feio. Credo!

Mas pensando muito bem, cada hora tem seu riso diferente.
não é sempre igual.

Será então que cada hora somos um diferente?

não ria... não ria de meus devaneios.
ou melhor, me diga como ri que eu te direi quem és.

domingo, maio 08, 2005

eine, zwei, drei, vier, fünf ...

Não comentei ainda que estou fazendo aula de alemão?
ah faz uns dois meses, ou menos, e já sei contar até cem! - naum fluentemente, desculpe.

Não sei até quando pretendo estudar essa língua, já começo a achar difícil!
Mas independentemente da duração que terá esse meu curso, acho legal aprender alguma coisa, nem que seja pra ter base de dizer: "alemão é impossível!!"
E ainda imaginar todas aquelas palavras grudadas sendo ditas na velocidade normal! arranhando a garganta, com voz forte, mandona!
Não vejo coisas sensíveis sendo ditas em alemão, ainda me soa como algo autoritário.
Será que no fundo o que eu quero é ser mandona e dominar o mundo ??
Hum....
Acho que não,
não faria sentido publicar isso num blog.

domingo, maio 01, 2005

Um... dois.... tres... quatrcincoseis!dez!vintecem! mil.

Sexta a tarde.
num intervalo de dez minutos resolvo voltar naquele momento pra casa. Quanto mais cedo melhor, corrida, mala, umas duas ou tres roupas, óculos, "mãe, to indo", carro.
E o trânsito não colabora- agradeço mil vezes por naum ver isso todo dia - quero chegar, simplismente quero ver logo o ponto da praça brasil, o carro do meu pai me esperando no ponto.
Dez minutos a mais, dez a menos, não faria diferença se se eu naum fizesse questão de sentir que não estou tão longe assim. Chegar meia hora antes é sentir que é tudo mais simples .

E o capítulo seis? Fazer logo! acabar logo com isso pra só pensar no fim de semana. Horas de exercícios pares, folhas puladas, ahh! vamos acabar logo com isso. já é quase seis horas, De SÁBADO!!
E fulano, e fulana, não vão ligar, não vou ligar? E tal filme, e tal peça, Não!
Tudo some durante alguns intantes, sim!, horas que parecem instantes. Nos ombros que me entendem me perco num abraço pela semana inteira. Mas asim tão rápido, tão cedo, já tenho que soltar. pq?? pq?? relógio, celular.. que horas são? tchau!
O domingo começa tarde.
vem enrolado num cobertor,
mas vem velho .
já eh
jah quase foi
já vai acabar
já penso na mochila, no que tenho que imprimir, no que tenho que levar, na hora que vou sair, que vou chegar. Quem sabe até acabo o capítulo seis, lá em campinas.
Sei que não vou.
Vou é tentar acabar meu fim de semana juntando na cabeça tudo que fiz. Parece tão pouco! Queria tanto mais !
Pensando e relembrando minuto a minuto, multiplico cada instante e começo a semana com a ilusória impressão de que passei mais tempo na minha minha cama, na minha cozinha, no meu computador. Com a impressão de que mais gente sentiu minha falta, que fiz pelo menos metade do que queria, e que daqui a uma semana vai ser melhor.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Alguém aí sabe como chama aquele negócio que colocam nos cavalos? Pra tampar o campo de visão dos lados e fazê-lo olhar só pra frente?

Estou acostumada a usar lentes de contato, passar algumas horas com óculos me faz me sentir como se usasse isto que não sei o nome.
Estranho pensar que estou olhando só pra frente. Aliás, só pra minha frente. Como se as coisas que estivessem acontecendo do meu lado, ou até de baixo do meu nariz não importassem.
Caminhando sozinha, egoistamente sozinha. De que vale pensar nos outros enquanto eles nem se quer percebem que também estão com seus campo de visão reduzidos ao umbigo?

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Dá vontade assim de ter milhares de anos pra viver, de ter todo o tempo do mundo, uma vida inteira para curtir cada coisa boa que aparece.
Dá vontade de não errar nunca nunca, só pra não disperdiçar o tempo. De aprender TUDO que for possível com cada pequena conversa, com cada momento, de se tornar como aqueles personagens de filme: os velhos que tudo sabem, que conseguem decifrar os mistérios, descobrir se uma pessoa é boa ou má com um simples olhar.
Quero fazer o melhor de mim, não perder tempo nem paciência com pessoas que não merecem, agradar aquelas que me sinto bem ao ver feliz.
Aprender a meditar, a dançar, a trabalhar, a dirigir.
Comer comidas gostosas, fazê-las. Nadar, correr, andar de bicicleta, andar de onibus, VIAJAR!
Dá vontade de continuar apaixonada, desse jeitinho, pra sempre.

É verdade, pra sempre é realmente muito tempo. Agora, não ligo nem um pouco de passar MUITO TEMPO SENDO FELIZ.

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

quarta-feira, janeiro 19, 2005

Imaginava que ao terminar minha última prova de vestibular hoje a sensação iria ser diferente. Pensei em algo como 20 kg mais leve, vontade de fazer mil e uma coisas além de não fazer nada. O que vi na verdade não me atingiu tanto assim. Sabe aquela música "por favor alguma emoção, qualquer coisa. Qualquer coisa que se sinta..." nem desespero, nem alívio, felicidade tristeza, somente o cansaço igual todos os outros dias.
Foi quando, em casa, vi minha escrivaninha assustadoramente cheia de livros, e me deu uma vontade de acordar amanha e empacotar todas essas coisas. Acontece que não posso guardar tudo antes de ter uma resposta positiva, ou seja: continuo sem saber o que vai ser. Continuo sem ter virado o meu ano!!
Ahhh e se quando sair, quando eu souber detalhe por detalhe, eu continuar sem sentir nada?
Que medo de ser agora uma pessoa fria... esse ano passei tão racionalmente, poucas vezes fiquei super feliz ou super triste, e eu PRECISO disso!!
Isso não significa que eu queira que você me maltrate, me faça sentir mal e tudo mais.

Bom., o post tah muito ruim, acho q realmente me faltam sentimentos pra escrever bem.Vou esperar eles chegarem e aí eu continuo.

sexta-feira, janeiro 07, 2005

Ano de dois mil e cinco chegou.
depois dos dois zeros agora colocamos um cinco e não mais um quatro.
falar de dois mil e três agora é falar de um passado muito longe.
por alguns momentos nos confundimos quando dizemos "esse ano
eu..." e "ano que vem eu vou..."

isso que é virar de ano?
ahhhh nem tem tanta graça assim.