Dessa vez não comi coxinha nem bebi uma malzebier, mas a sensação é a mesma. Um pequeno esforço pra começar a entrar no clima. Um guia, um mapa... Telefones para emergência anotados em lugares estratégicos.
Ok, i think now i'm ready!
sábado, fevereiro 02, 2013
domingo, janeiro 06, 2013
Balancete 2012
E todo os anos chega a hora de fazermos o balanço do ano que passou.
Balanço para mim é tudo aquilo entrou menos aquilo que saiu...
Vamos lá de novo então.
Ganhei um blog, um blog que eu mesma dei pra mim, um livro de receitas que conta mais sobre mim do que o próprio Bubuana. Ganhei um livro digital de receitas vegetarianas do francis que é como um livro de auto ajuda quando bate a vontade de ficar no sofá o final de semana inteiro.
Ganhei um bichinho de estimação que levo para todo lugar:o ipad... Que estranho né? Mas sem ele nao tenho meu blog, meu livro digital, minhas fotos, a música ligada a toda hora.... Ganhei a chance de ouvir novas rádios: eldorado de sp, Mpb fm do rio, a Muda de campinas, a Lumem de Curitiba , Univali de itajaí, folha mpb e a Claro feliz anos 80.
Ainda no mundo digital, ganhei do meu pai uma caixa de som bacana, que enche a casa com som pra me fazer companhia.
Este ano, por sinal, ganhei lindas companhias, ganhei companhia da Dai, que fez a visita com maior rendimento por hora que já vi, ganhei companhia da minha mãe e da tia que toparam farofar na praia nublada no final do dia, ganhei companhia em combo do hu da dai e da Karen, quando ganhamos juntos uma trilha deliciosa, um sol lindo na hora certa e uma história pra contar. Ganhei companhia de pai e mãe até na Marejada e na Ocktober! Ganhei companhia da sogra e da cunhada no final do ano, quando ganhamos uma noite digna de ano novo, com vela, fogos, comida e rolhas de champagne.
Ganhei duas vezes companhia da Bruna em são Paulo, em noites entre um dia de trabalho e outro, e a conclusão que por enquanto tem que ser assim.
Ganhei companhia do Rafa quase todo dia de manhã, ao som de Adele, ou daquela música legalzinha que a Ana me mostrou e que eu esqueci o nome. Ganhei muita companhia na volta do trabalho e que, motorizados, estão me deixando a cada dia...
Mas a companhia sempre mais esperada, mesmo vindo sempre, é tão boa, tão essencial, que parece estar sempre faltando... Ganhei muitos longos dias, longas tardes e noites pra refletir sobre isso, ganhei mais lágrimas que conclusões.
Mas ao mesmo tempo foi nestes dias que ganhei minhas plantinhas, minha samambaia, meus caixotes brancos e quase todas as mil coisas penduradas em minha parede, meu blog de receitas, risotos maravilhosos, filmes alugados, corridas na praia, voltas de bike e, claro, dezenas de horas extras no trabalho.
Ganhei férias!!! E uma viagem inesquecível ao lado do Francis que encheu de responsabilidade as próximas férias pra chegarem pelo menos perto da de 2012. Ganhei Dicas valiosas da Bárbara na visita à Valparaíso, ganhei uma tuna na barraca de frutas, ganhamos um dinner with the best wine ever, ganhamos chuva no deserto e arco-íres na paisagem de pintura do Atacama. Ganhamos o quarto mais legal do hostel só para nosotros e ótimos conhecimento em espanhol...
Nos finais de semana e feriados, ganhei hospedagem no rio de janeiro, jaboticaba no meu quintal em Taiaçu, carona na garupa e torta de maçã em campinas, tarde com cinema em floripa, 17*C na serra de sc, almoço em Gaspar e até fitinha no santuário em Nova trento.
Foi no final do ano que me dei um plano para 2013, pelo menos até o final de fev. Depois disso não sei, mas até aqui parece que a balança comercial ainda anda favorável.
Balanço para mim é tudo aquilo entrou menos aquilo que saiu...
Vamos lá de novo então.
Ganhei um blog, um blog que eu mesma dei pra mim, um livro de receitas que conta mais sobre mim do que o próprio Bubuana. Ganhei um livro digital de receitas vegetarianas do francis que é como um livro de auto ajuda quando bate a vontade de ficar no sofá o final de semana inteiro.
Ganhei um bichinho de estimação que levo para todo lugar:o ipad... Que estranho né? Mas sem ele nao tenho meu blog, meu livro digital, minhas fotos, a música ligada a toda hora.... Ganhei a chance de ouvir novas rádios: eldorado de sp, Mpb fm do rio, a Muda de campinas, a Lumem de Curitiba , Univali de itajaí, folha mpb e a Claro feliz anos 80.
Ainda no mundo digital, ganhei do meu pai uma caixa de som bacana, que enche a casa com som pra me fazer companhia.
Este ano, por sinal, ganhei lindas companhias, ganhei companhia da Dai, que fez a visita com maior rendimento por hora que já vi, ganhei companhia da minha mãe e da tia que toparam farofar na praia nublada no final do dia, ganhei companhia em combo do hu da dai e da Karen, quando ganhamos juntos uma trilha deliciosa, um sol lindo na hora certa e uma história pra contar. Ganhei companhia de pai e mãe até na Marejada e na Ocktober! Ganhei companhia da sogra e da cunhada no final do ano, quando ganhamos uma noite digna de ano novo, com vela, fogos, comida e rolhas de champagne.
Ganhei duas vezes companhia da Bruna em são Paulo, em noites entre um dia de trabalho e outro, e a conclusão que por enquanto tem que ser assim.
Ganhei companhia do Rafa quase todo dia de manhã, ao som de Adele, ou daquela música legalzinha que a Ana me mostrou e que eu esqueci o nome. Ganhei muita companhia na volta do trabalho e que, motorizados, estão me deixando a cada dia...
Mas a companhia sempre mais esperada, mesmo vindo sempre, é tão boa, tão essencial, que parece estar sempre faltando... Ganhei muitos longos dias, longas tardes e noites pra refletir sobre isso, ganhei mais lágrimas que conclusões.
Mas ao mesmo tempo foi nestes dias que ganhei minhas plantinhas, minha samambaia, meus caixotes brancos e quase todas as mil coisas penduradas em minha parede, meu blog de receitas, risotos maravilhosos, filmes alugados, corridas na praia, voltas de bike e, claro, dezenas de horas extras no trabalho.
Ganhei férias!!! E uma viagem inesquecível ao lado do Francis que encheu de responsabilidade as próximas férias pra chegarem pelo menos perto da de 2012. Ganhei Dicas valiosas da Bárbara na visita à Valparaíso, ganhei uma tuna na barraca de frutas, ganhamos um dinner with the best wine ever, ganhamos chuva no deserto e arco-íres na paisagem de pintura do Atacama. Ganhamos o quarto mais legal do hostel só para nosotros e ótimos conhecimento em espanhol...
Nos finais de semana e feriados, ganhei hospedagem no rio de janeiro, jaboticaba no meu quintal em Taiaçu, carona na garupa e torta de maçã em campinas, tarde com cinema em floripa, 17*C na serra de sc, almoço em Gaspar e até fitinha no santuário em Nova trento.
Foi no final do ano que me dei um plano para 2013, pelo menos até o final de fev. Depois disso não sei, mas até aqui parece que a balança comercial ainda anda favorável.
segunda-feira, dezembro 10, 2012
Bullyng
Ela nem tinha dez anos e não suportava mais ir à escola.
Bruxa mirim, taturana, três olhos...Eram tantas as brincadeiras com a verruga preta que carregava ao lado do olho direito, que a simples ida à padaria já era um pesadelo.
Nunca se achou bonita. Nunca se arrumou. Quando terminou a faculdade estudou dois anos e passou no concurso da polícia federal.
5.000 por mês, nada mal. Mas a felicidade ainda estava por vir.
Em alguns meses foi lhe passada a função de atender os pedidos de passaporte. O dia inteiro em contato com o público. Checar documentos, tirar fotos, entregar documentos.
Quis morrer o dia que recebeu a notícia. Lidar com os outros sempre foi, das tarefas, a mais difícil.
A primeira pessoa que ela atendeu, coincidência ou não, tinha manchas enormes no rosto, parecia ter sofrido uma queimadura. Perto dela sua verruga preta passava tão despercebida que o atendimento foi um sucesso. Ana Vitória se sentiu forte, poderosa, bonita. Quando finalizou a horrenda foto que estamparia o passaporte do atendido sentiu um prazer inexplicável, finalmente encontara o trabalho que mudaria sua auto-estima para sempre.
Não dava chance para uma segunda foto "se eu deixar eu fico o dia inteiro aqui tirando foto sua" . E ponto. Ninguém discutia.
O moço alto, loiro, boa pinta e de nariz avantajado foi convidado a inclinar o rosto assim, um pouquinho pra direita....clic!! O perfil que ele tanto temia estampado no passaporte.
A mocinha arrumadinha, de camisa azul com bolinhas, com sorriso bonito que passou no banheiro pra passar um batonzinho teve que tirar os longos brincos dourados e "Fique bem séria". Clic!
O senhor calvo, de sueter cinza, que penteou os fios meticulosamente foi orientado a abaixar a cabeça, aproximar o queixo do pescoço.... Clic!!
Quanto mais feia a foto, maior o prazer.
E disse pra mim, com todas as letras: não importa o quão orelhudo é, tem que colocar o cabelo atrás da orelha. Isso, tira os brincos, fica bem séria, isso...
Clic!!
Bruxa mirim, taturana, três olhos...Eram tantas as brincadeiras com a verruga preta que carregava ao lado do olho direito, que a simples ida à padaria já era um pesadelo.
Nunca se achou bonita. Nunca se arrumou. Quando terminou a faculdade estudou dois anos e passou no concurso da polícia federal.
5.000 por mês, nada mal. Mas a felicidade ainda estava por vir.
Em alguns meses foi lhe passada a função de atender os pedidos de passaporte. O dia inteiro em contato com o público. Checar documentos, tirar fotos, entregar documentos.
Quis morrer o dia que recebeu a notícia. Lidar com os outros sempre foi, das tarefas, a mais difícil.
A primeira pessoa que ela atendeu, coincidência ou não, tinha manchas enormes no rosto, parecia ter sofrido uma queimadura. Perto dela sua verruga preta passava tão despercebida que o atendimento foi um sucesso. Ana Vitória se sentiu forte, poderosa, bonita. Quando finalizou a horrenda foto que estamparia o passaporte do atendido sentiu um prazer inexplicável, finalmente encontara o trabalho que mudaria sua auto-estima para sempre.
Não dava chance para uma segunda foto "se eu deixar eu fico o dia inteiro aqui tirando foto sua" . E ponto. Ninguém discutia.
O moço alto, loiro, boa pinta e de nariz avantajado foi convidado a inclinar o rosto assim, um pouquinho pra direita....clic!! O perfil que ele tanto temia estampado no passaporte.
A mocinha arrumadinha, de camisa azul com bolinhas, com sorriso bonito que passou no banheiro pra passar um batonzinho teve que tirar os longos brincos dourados e "Fique bem séria". Clic!
O senhor calvo, de sueter cinza, que penteou os fios meticulosamente foi orientado a abaixar a cabeça, aproximar o queixo do pescoço.... Clic!!
Quanto mais feia a foto, maior o prazer.
E disse pra mim, com todas as letras: não importa o quão orelhudo é, tem que colocar o cabelo atrás da orelha. Isso, tira os brincos, fica bem séria, isso...
Clic!!
domingo, novembro 25, 2012
Migrantes modernos
Amanhã é feriado. Do que? Nao importa. Para os migrantes o importante é que é feriado. E é sexta, com certeza emenda.

Uma semana antes todos já têm sua programação. Começam a olhar passagens na internet.
No trabalho parece que vai estar tranquilo, talvez não precisem nem colocar as mãos no computador durante esses três longos dias.
Um dia antes do feriado os migrantes, ansiosos, se acham no direito de sair mais cedo, (no entender deles, sair no horário)
O primeiro migrante se preocupa com a saída pois está de passagem comprada, mochila prontinha e estufada de baixo da mesa do trabalho.
No último minuto termina a tarefa e sai rumo ao mototaxi para enfim chegar na rodoviária. Vai custar cinco reais. Este migrante chegará em casa ainda hoje, é migrante catarinense.
A migrante paulista não viaja neste feriado, mas recebe visitas (paulistas). Precisa de mais um colchão. Passa no supermercado, compra muito pão e queijio.
Agora as dez e cinco sai o migrante paulista, ônibus vai chegar em São Paulo só de manhazinha. Em casa (casa?) só no almoço.
Dez minutos depois, as dez e quinze, sai da mesma rodoviária a migrante mineira, que aprontou a mala, aposto que colocou uns doces caseiros, para conhecer Porto Alegre. Vai ficar na casa da outra migrante, que volta pra ver a família.
O último a sair é o migrante paranaense, que prefere viajar de manhã. Chegará em Curitiba ainda de manhã, vai passear pelo centro, comprar umas coisas (que também vendem em santa catarina, mas que ele prefere comprar lá) e só depois pegar o ônibus pra sua cidade.
Segunda estarão todos sentados na frente do computador, mais felizes do que já são.
"A ilusão do migrante
(...)
Quando vim da minha terra, não vim,
perdi-me no espaço,
na ilusão de ter saído.
(...)"
Drummond
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Uma semana antes todos já têm sua programação. Começam a olhar passagens na internet.
No trabalho parece que vai estar tranquilo, talvez não precisem nem colocar as mãos no computador durante esses três longos dias.
Um dia antes do feriado os migrantes, ansiosos, se acham no direito de sair mais cedo, (no entender deles, sair no horário)
O primeiro migrante se preocupa com a saída pois está de passagem comprada, mochila prontinha e estufada de baixo da mesa do trabalho.
No último minuto termina a tarefa e sai rumo ao mototaxi para enfim chegar na rodoviária. Vai custar cinco reais. Este migrante chegará em casa ainda hoje, é migrante catarinense.
A migrante paulista não viaja neste feriado, mas recebe visitas (paulistas). Precisa de mais um colchão. Passa no supermercado, compra muito pão e queijio.
Agora as dez e cinco sai o migrante paulista, ônibus vai chegar em São Paulo só de manhazinha. Em casa (casa?) só no almoço.
Dez minutos depois, as dez e quinze, sai da mesma rodoviária a migrante mineira, que aprontou a mala, aposto que colocou uns doces caseiros, para conhecer Porto Alegre. Vai ficar na casa da outra migrante, que volta pra ver a família.
O último a sair é o migrante paranaense, que prefere viajar de manhã. Chegará em Curitiba ainda de manhã, vai passear pelo centro, comprar umas coisas (que também vendem em santa catarina, mas que ele prefere comprar lá) e só depois pegar o ônibus pra sua cidade.
Segunda estarão todos sentados na frente do computador, mais felizes do que já são.
"A ilusão do migrante
(...)
Quando vim da minha terra, não vim,
perdi-me no espaço,
na ilusão de ter saído.
(...)"
Drummond
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domingo, outubro 28, 2012
Sábado de sol
Acordei, afundada no colchao. Era cedo. Liguei o radio, eldorado. Me arrumei, shots boné e protetor. Tomei café, açaí com banana granola e chia. Arrumei a bolsa, canga óculos de sol, celular, dinheiro e as chaves. Subi na bike.
Olhava pra direita, praia. Olhava pra frente, mais praia. Olhava pra cima, sol. Olhava pra baixo, buraco... Cuidado!!
Cheguei no morro, desci da bike. Cheguei no meio do morro, parei. Cheguei no topo do morro, agradeci. E desci, na bike.
Olhava pra direita, praia vazia,olhava pra frente, praia mais vazia. Entrei na praia, sentei.
Olhei pro mar, pensei. Profundamente pensei:
O que estou fazendo aqui?
E do meu pensamento, ri.
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Olhava pra direita, praia. Olhava pra frente, mais praia. Olhava pra cima, sol. Olhava pra baixo, buraco... Cuidado!!
Cheguei no morro, desci da bike. Cheguei no meio do morro, parei. Cheguei no topo do morro, agradeci. E desci, na bike.
Olhava pra direita, praia vazia,olhava pra frente, praia mais vazia. Entrei na praia, sentei.
Olhei pro mar, pensei. Profundamente pensei:
O que estou fazendo aqui?
E do meu pensamento, ri.
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domingo, setembro 16, 2012
Aniversário
Essa semana, semana de aniversário, de manhã abri a correspondência.
Apólice do seguro do carro.
Tudo parecia normal até eu resolver trocar a carteirinha antiga pela nova. Tranquilamente abri o plástico do documento do carro, peguei a antiga.
Logo pensei no desperdício de plástico, afinal uma carteirinha exatamente igual, só com a data diferente...
Não, não era só a data, o número da apólice também mudou.
E, derepente, um pensamento profundo, que me acompanhou a semana inteira, me tomou.
Não, não era só a data que estava diferente.

Na minha frente aquilo que ilustrava minha semana, meu aniversário, meus pensamentos talvez.
Foi mais chocante que o aniversário em que achei meu primeiro fio de cabela branco. Pq o fio de cabelo branco eu arranquei. Mas o que fazer com a constatação da agência de seguros?
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Apólice do seguro do carro.
Tudo parecia normal até eu resolver trocar a carteirinha antiga pela nova. Tranquilamente abri o plástico do documento do carro, peguei a antiga.
Logo pensei no desperdício de plástico, afinal uma carteirinha exatamente igual, só com a data diferente...
Não, não era só a data, o número da apólice também mudou.
E, derepente, um pensamento profundo, que me acompanhou a semana inteira, me tomou.
Não, não era só a data que estava diferente.
Na minha frente aquilo que ilustrava minha semana, meu aniversário, meus pensamentos talvez.
Foi mais chocante que o aniversário em que achei meu primeiro fio de cabela branco. Pq o fio de cabelo branco eu arranquei. Mas o que fazer com a constatação da agência de seguros?
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segunda-feira, setembro 10, 2012
#Estrangeira
Podia ser o sono, os olhos ainda grudados. Mas a muralha parecia que ia me derrubar com o olhar.
Estava assim a seção de desembarque na rodoviária do tietê. Eram tantos aguardando a chegada de um alguém que mal sobrava espaço para os alguéns dos outros passarem.
Só se via cabeças apontando por detras dos ombros, e olhos atentos. Saindo da escada rolante quase que jah se encontarava fila do bilhete do metrô, 10x maior que o normal.
Pessoas indo de cá prá lá, na perpendicular, na diagonal. Uma mulher passa com uma mala com estampa inusitadada e todos olham.
Estrangeira, eu?? Nao dessa vez!! Eu tinha bilhete único!!
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Estava assim a seção de desembarque na rodoviária do tietê. Eram tantos aguardando a chegada de um alguém que mal sobrava espaço para os alguéns dos outros passarem.
Só se via cabeças apontando por detras dos ombros, e olhos atentos. Saindo da escada rolante quase que jah se encontarava fila do bilhete do metrô, 10x maior que o normal.
Pessoas indo de cá prá lá, na perpendicular, na diagonal. Uma mulher passa com uma mala com estampa inusitadada e todos olham.
Estrangeira, eu?? Nao dessa vez!! Eu tinha bilhete único!!
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terça-feira, julho 31, 2012
Ipad em taiaçu
No quintal,
Depois da cerveja cristal,
Do contra filé bem passado,
Do vinagrete,
Da maionese,
Do alface,
Do pão,
Da coca
E da banana assada.
No quintal,
Na sombra
Na cadeira de área
Com o radio na Diário,
Com o vô na rede
Com o pai,
Com o vento,
Com a propaganda no carro de som,
Com os passarinhos
Com internet e com ipad.
Algumas coisas, mas só algumas coisas mudam....
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Depois da cerveja cristal,
Do contra filé bem passado,
Do vinagrete,
Da maionese,
Do alface,
Do pão,
Da coca
E da banana assada.
No quintal,
Na sombra
Na cadeira de área
Com o radio na Diário,
Com o vô na rede
Com o pai,
Com o vento,
Com a propaganda no carro de som,
Com os passarinhos
Com internet e com ipad.
Algumas coisas, mas só algumas coisas mudam....
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sábado, julho 07, 2012
#estrangeira
-De onde é sua esposa Saulo?
-de Tijucas.
-de tijucas? - diz com sotaque puxado
E os dois se riem e imitam um sotaque muito, mas muito conhecido...
Eu não entendo nada, prefiro a mesma piada com Piracicaba.
sexta-feira, junho 29, 2012
#estrangeira
Aconteceu no ano passado.
O cartaz de "temos sopa" na frente da lanchonete recebeu um de "temos quentão" ao lado.
Passei no primeiro dia, e chamou a atenção, mas....
Quentão?
Não queria cachaça queria um vinhozinho...
Passei no segundo dia, devagarinho...
Será que não tem mesmo?
Acho que não, esse cartaz com banderinha diz só quentão.
No terceiro dia ao passar de novo na frente,
A vontade era tanta que senti até o cheirinho do vinho quente.
No quarto dia, o cheiro de novo. Entrei pra ve
"Tem vinho quente?" "Vinho o que???"
Ahhhhh que confusão....
O vinho quente aqui no Sul é quentão...
O cartaz de "temos sopa" na frente da lanchonete recebeu um de "temos quentão" ao lado.
Passei no primeiro dia, e chamou a atenção, mas....
Quentão?
Não queria cachaça queria um vinhozinho...
Passei no segundo dia, devagarinho...
Será que não tem mesmo?
Acho que não, esse cartaz com banderinha diz só quentão.
No terceiro dia ao passar de novo na frente,
A vontade era tanta que senti até o cheirinho do vinho quente.
No quarto dia, o cheiro de novo. Entrei pra ve
"Tem vinho quente?" "Vinho o que???"
Ahhhhh que confusão....
O vinho quente aqui no Sul é quentão...
terça-feira, junho 12, 2012
Não quero te atender no celular
Hoje não quero te atender no celular. Vc me liga hoje a noite a me pergunta se estou com saudades..fica bravo por que não estou animada em conversar.
Mas realmente não me animo em falar como foi minha manhã, gelada, acordando no frio sem ninguém pra cutucar, acordar e preparar um chocolate especial.
Ou falar de como fiquei triste ontem quando o onibus saiu, e eu fui blogar.
Não vou atender...
Também não parece muito animador conversar sobre minha falta de ânimo hoje de manhã pra ir pro trabalho, pensando que dia 29 ainda estah muito, muito longe.
A segunda feira que era para ser animada por que te vi, fica super desanimadora por que ainda falta muito pra te ver de novo.
Ahh como me dá raiva quando vc diz no telefone:"Daqui a pouquinho" ou "já já a gente se vê" . Como assim?? Diz mais isso não amor..
Nao quero atender....
Não quero te atender no celular por que as vezes não quero conversar, só quero ficar em silêncio do teu lado e no celular os silêncios não fazem o mesmo sentido.
Como vou saber o quanto seu dia foi bom se nao puder contar o número de sorrisos que vc solta enquanto conversa? Como vou descobrir exatamente o que te icomodou durante o dia sem analisar cada careta e cada suspiro enquanto fala?
Como vou saber se comeu bem se nao sei quantos sanduiches de atum estah comendo antes de dormir? E como vou saber se estah mesmo se agasalhando direitinho se não posso pegar sua mão pra ver se está fria?
Não, não, não vou atender.
Vc pode me contar muita coisa coisa pelo telefone, e pode até dizer que me ama. Mas só seu beijo me quantifica, qualifica.
Só. O cafuné de verdade me faz dormir, me faz cia até apagar.
Só. O seu sorriso ironico ao vivo me deixa bravinha e faz discutir besteirices.
Só. O seu olhar frente a frente me faz querer sorrir um sorriso bem bonito.
Só. O seu ombro me dá vontade de contar aquele detalhe que nao tem importância mas é o fato mais importante do dia.
Só. Vc aqui me faz ter vontade de comer saudável, de deixar a casa arrumada, de lavar a louça.
Nao quero atender, só hoje tah? Deixa eu me acostumar de novo.
Nao vou ligar e nao vou atender. Nao quero parar o que estou fazendo para atender o telefone. Não quero ter que parar meu dia pra vc. Quero vc em 100% do meu dia.

ok, vale a pena.... Feliz dia dos namorados
Mas realmente não me animo em falar como foi minha manhã, gelada, acordando no frio sem ninguém pra cutucar, acordar e preparar um chocolate especial.
Ou falar de como fiquei triste ontem quando o onibus saiu, e eu fui blogar.
Não vou atender...
Também não parece muito animador conversar sobre minha falta de ânimo hoje de manhã pra ir pro trabalho, pensando que dia 29 ainda estah muito, muito longe.
A segunda feira que era para ser animada por que te vi, fica super desanimadora por que ainda falta muito pra te ver de novo.
Ahh como me dá raiva quando vc diz no telefone:"Daqui a pouquinho" ou "já já a gente se vê" . Como assim?? Diz mais isso não amor..
Nao quero atender....
Não quero te atender no celular por que as vezes não quero conversar, só quero ficar em silêncio do teu lado e no celular os silêncios não fazem o mesmo sentido.
Como vou saber o quanto seu dia foi bom se nao puder contar o número de sorrisos que vc solta enquanto conversa? Como vou descobrir exatamente o que te icomodou durante o dia sem analisar cada careta e cada suspiro enquanto fala?
Como vou saber se comeu bem se nao sei quantos sanduiches de atum estah comendo antes de dormir? E como vou saber se estah mesmo se agasalhando direitinho se não posso pegar sua mão pra ver se está fria?
Não, não, não vou atender.
Vc pode me contar muita coisa coisa pelo telefone, e pode até dizer que me ama. Mas só seu beijo me quantifica, qualifica.
Só. O cafuné de verdade me faz dormir, me faz cia até apagar.
Só. O seu sorriso ironico ao vivo me deixa bravinha e faz discutir besteirices.
Só. O seu olhar frente a frente me faz querer sorrir um sorriso bem bonito.
Só. O seu ombro me dá vontade de contar aquele detalhe que nao tem importância mas é o fato mais importante do dia.
Só. Vc aqui me faz ter vontade de comer saudável, de deixar a casa arrumada, de lavar a louça.
Nao quero atender, só hoje tah? Deixa eu me acostumar de novo.
Nao vou ligar e nao vou atender. Nao quero parar o que estou fazendo para atender o telefone. Não quero ter que parar meu dia pra vc. Quero vc em 100% do meu dia.
ok, vale a pena.... Feliz dia dos namorados
domingo, junho 10, 2012
Viação catarinense
Quando chega no final do domingo penso em tudo que ainda vou fazer. Passar roupa, algo pra comer, lavar a louça, resolver a pendencia do carro na internet.. Noossa! Quanto tempo ainda tenho!
Mas quando o ônibus da catarinense vai, ahhhh daí só quero o sofá, a tv e o blog.
Mas quando o ônibus da catarinense vai, ahhhh daí só quero o sofá, a tv e o blog.
sábado, maio 26, 2012
Chile - Ele e ela rumo ao destino principal
- Acho que está trovejando..
-Não é trovejando, é relampeando. E deve ser a luz dos carros na estrada .
Ela aceitou a explicação e continuou a olhar para a janela do ônibus, onde mais via seu reflexo do que alguma paisagem na escuridão.
Na TV passava uma coletânia dos maiores sucessos de canções de amor em espanhol, que incluia uma dúzia de de canções do Alexandre Pires, o que a impressionou.
O ônibus não parecia que estava rodando ha 24 horas, não fedia a banheiro, não tinha o ar abafado, não havia lixo e ha pouco uma nova leva de passageiros havia entrado, cheia de juventude.
Mesmo assim a vontade de chegar era grande, a coletânia de sucessos de amor parecia não ter fim.
-Acho que é relâmpago sim- disse ele
Foi quando começou o barulho de chuva no teto e as gotas no vidro da janela, finas e ralas.
15 minutos ele e ela pisaram na terra molhada, na terra molhada do deserto...
-Não é trovejando, é relampeando. E deve ser a luz dos carros na estrada .
Ela aceitou a explicação e continuou a olhar para a janela do ônibus, onde mais via seu reflexo do que alguma paisagem na escuridão.
Na TV passava uma coletânia dos maiores sucessos de canções de amor em espanhol, que incluia uma dúzia de de canções do Alexandre Pires, o que a impressionou.
O ônibus não parecia que estava rodando ha 24 horas, não fedia a banheiro, não tinha o ar abafado, não havia lixo e ha pouco uma nova leva de passageiros havia entrado, cheia de juventude.
Mesmo assim a vontade de chegar era grande, a coletânia de sucessos de amor parecia não ter fim.
-Acho que é relâmpago sim- disse ele
Foi quando começou o barulho de chuva no teto e as gotas no vidro da janela, finas e ralas.
15 minutos ele e ela pisaram na terra molhada, na terra molhada do deserto...
#estrangeira
"Esse ano demorou para esfriar né?"
"Acho que o ano que mais choveu foi 2008 né?"
"Essa rua alaga?"
Ruim sentimento de as vezes não conseguir discutir o tempo.
"Acho que o ano que mais choveu foi 2008 né?"
"Essa rua alaga?"
Ruim sentimento de as vezes não conseguir discutir o tempo.
sexta-feira, maio 25, 2012
#estrangeira
Essa semana peguei longos 7 minutos de trânsito em Itajaí.
Aproveitei para voltar ao antigo habito de identificar personagens nos carros.
Havia um carro com uma moça muito distraída. Dessa forma nunca havia visto no trânsito de São Paulo.
Ela não se maquiava, não falava ao telefone, não ajustava o GPS, não brigava com o namorado no banco do lado, não xingava o trânsito, pelo contrário, parecia muito tranquila: dirigindo e tomando seu chimarrão.
sábado, maio 19, 2012
Esse episódio não me trouxe só uma lagriminha...
Quando vi pude praticamente remontar o roteiro substituindo Kevin Arnold por mim.
Qual era a hora certa para se livrar das bonecas, dos ursinhos?
Teve um dia que fui trocar papel de carta na casa na Mariana, e nunca a troca foi tão rentável. Sentamos na cama dela com nossas pastas, discutimos, discutimos...
Foi quando chegou Juliana, irmã mais velha... com suas DUAS pastas de papel de carta, decidida a transformar somente em UMA....para ela o vontade de papel de carta já cabia na metade do espaço.
UAU!! nossa coleção aumentou numa velocidade nunca vista antes!!
Meu irmão deu a sorte grande quando o vizinho do lado decidiu sair do mundo da fantasia para entrar no mundo do rock. Ganhou um campo de batalha dos comandos em ação com montanhas, lagos, torre de vigilância e muitos outros apetrechos que deixariam qualquer menino indignado com o desapego do vizinho.
Só que eu mesma lembro quando o Caio enfim chegou no dia de se livrar daquele "trambolho", que estava esquecido no fundo do armário. Pediu para que eu brincasse pela última vez com ele de comandos em ação, pra despedir...
Despedir??
Quem inventou essa de se despedir de brinquedo Maria Luiza?
Da minha boneca querida, a Bruna, não me despedi nunca. Tá lá ainda. Mas me despedi das outras e das roupinhas... do cobertor... Uma vez sentei com a Mariana na casa nova dela, no corredorzinho entre a cama e a parede pra me despedir de umas roupinhas, bonecas.. não lembro direito.
Podia fazer meses que eu não brincava de boneca, mas tinha que ter a despedida, igual essa do Kevin Arnold,
que desse aquele gostinho,
que deixasse na dúvida se estava na hora de deixar a brincadeira para trás.
* Lagriminha...
* Músiquinha...
FIM do episódio.
Quando vi pude praticamente remontar o roteiro substituindo Kevin Arnold por mim.
Qual era a hora certa para se livrar das bonecas, dos ursinhos?
Teve um dia que fui trocar papel de carta na casa na Mariana, e nunca a troca foi tão rentável. Sentamos na cama dela com nossas pastas, discutimos, discutimos...
Foi quando chegou Juliana, irmã mais velha... com suas DUAS pastas de papel de carta, decidida a transformar somente em UMA....para ela o vontade de papel de carta já cabia na metade do espaço.
UAU!! nossa coleção aumentou numa velocidade nunca vista antes!!
Meu irmão deu a sorte grande quando o vizinho do lado decidiu sair do mundo da fantasia para entrar no mundo do rock. Ganhou um campo de batalha dos comandos em ação com montanhas, lagos, torre de vigilância e muitos outros apetrechos que deixariam qualquer menino indignado com o desapego do vizinho.
Só que eu mesma lembro quando o Caio enfim chegou no dia de se livrar daquele "trambolho", que estava esquecido no fundo do armário. Pediu para que eu brincasse pela última vez com ele de comandos em ação, pra despedir...
Despedir??
Quem inventou essa de se despedir de brinquedo Maria Luiza?
Da minha boneca querida, a Bruna, não me despedi nunca. Tá lá ainda. Mas me despedi das outras e das roupinhas... do cobertor... Uma vez sentei com a Mariana na casa nova dela, no corredorzinho entre a cama e a parede pra me despedir de umas roupinhas, bonecas.. não lembro direito.
Podia fazer meses que eu não brincava de boneca, mas tinha que ter a despedida, igual essa do Kevin Arnold,
que desse aquele gostinho,
que deixasse na dúvida se estava na hora de deixar a brincadeira para trás.
* Lagriminha...
* Músiquinha...
What would you think if I sang out of tune?
Would you stand up and walk out on me?
Lend me your ears and I'll sing you a song,
And I'll try not to sing out of key.
Would you stand up and walk out on me?
Lend me your ears and I'll sing you a song,
And I'll try not to sing out of key.
Oh, I get by with a little help from my friends,
Mm, I get high with a little help from my friends,
Mm, Gonna try with a little help from my friends
Mm, I get high with a little help from my friends,
Mm, Gonna try with a little help from my friends
FIM do episódio.
Revendo anos incríveis:
estou no episódio 18
são 23 minutos cada episódio
começa com uma história bonitinha
aí vem a parte que você fica ansioso por que alguma coisa vai acontecer
aí vc acha que no final vai dar tudo certo
aí vc acha que não, que não vai dar tudo certo
aí vc acha que vai dar tudo certo mesmo tudo dando errado
aí vc transita entre essas últimas tres fases
aí, independente do que acontece, escorre uma lágrima do meu olho direito e ouço a musiquinha do final.
Que venha a décima nona lagriminha.
são 23 minutos cada episódio
começa com uma história bonitinha
aí vem a parte que você fica ansioso por que alguma coisa vai acontecer
aí vc acha que no final vai dar tudo certo
aí vc acha que não, que não vai dar tudo certo
aí vc acha que vai dar tudo certo mesmo tudo dando errado
aí vc transita entre essas últimas tres fases
aí, independente do que acontece, escorre uma lágrima do meu olho direito e ouço a musiquinha do final.
Que venha a décima nona lagriminha.
segunda-feira, maio 14, 2012
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